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Presença ecumênica a serviço dos direitos e dos territórios
KOINONIA é uma organização da sociedade civil, sem caráter confessional e sem perspectiva proselitista, que atua na defesa dos direitos humanos e coletivos, fortalecendo comunidades e organizações populares em seus territórios.
1994
ano de fundação
BA · RJ · SP
equipes em 3 estados
+90
países via ACT Alliance
+15
redes da sociedade civil






Nossa história
Uma trajetória de escuta atenta dos territórios
KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço é uma organização da sociedade civil fundada em 1994, que nasceu do extinto Centro Ecumênico de Documentação e Informação (CEDI), como parte do movimento ecumênico internacionalista que, desde a época da Guerra Fria, transcendeu fronteiras nacionais, baseando-se na solidariedade e na cooperação global com grupos que faziam frente às ditaduras em curso na América Latina.
Sem nenhum caráter confessional e sem nenhuma perspectiva proselitista, hoje KOINONIA mantém-se como uma organização autônoma, com assembleia de associados e associadas, reunindo pessoas de diferentes confissões de fé, pessoas sem religião, integrantes de movimentos sociais, étnicos, antirracistas, de defesa dos direitos humanos e representantes da academia.
KOINONIA permanece conectada ao movimento ecumênico internacional, tendo como principal elo a sua participação e vínculo formal com a ACT Alliance, que atua em mais de 90 países e reúne mais de 150 membros. Importante destacar que o ecumenismo de KOINONIA é marcado pelo caráter interreligioso, antifundamentalista, comprometido com a justiça de gênero e com a justiça socioambiental.
Na busca de condições de vida dignas para populações histórica e culturalmente vulneráveis, desde sua fundação KOINONIA forjou alianças com comunidades eclesiais de base (CEBs), pastorais sociais e sindicatos rurais — centrando esforços na documentação de violações de direitos, na formação de educadoras e educadores populares, na assessoria jurídico-administrativa a organizações comunitárias, na ação emergencial diante de reveses climáticos e na construção de narrativas para uma comunicação alternativa e estratégica.
Ao reconhecer a importância da dimensão religiosa na sociedade, KOINONIA se deparou com um cenário de discriminação e violações das religiões de matriz africana. Foi assim que, em 1996, na Bahia, desenvolveu iniciativas pioneiras de documentação e valorização dos conhecimentos tradicionais dos povos de terreiro, contribuindo para o reconhecimento de seus patrimônios culturais e para o enfrentamento da intolerância religiosa — incluindo o envolvimento em litigância estratégica no caso emblemático de Mãe Gilda, cuja história e memória levaram à criação do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.
No Rio de Janeiro, a atuação junto às comunidades quilombolas também teve início em 1996, em um contexto marcado pelas reivindicações de diversas comunidades negras rurais pelo acesso à terra, amparadas pelo artigo 68 da Constituição Federal, que reconheceu o direito territorial das comunidades remanescentes de quilombo. Desde então, a organização apoia processos de organização comunitária, defesa dos direitos territoriais, produção de conhecimento e incidência política.
Essa trajetória fez de KOINONIA uma das primeiras organizações a tratar quilombos e terreiros não como agendas separadas, mas como parte de uma mesma luta pela valorização das comunidades negras tradicionais — os territórios negros. Em São Paulo, em 2001, teve início a ação de levar às comunidades cristãs a desconstrução de estigmas sobre direitos de gênero, sexuais e reprodutivos, incluindo a pauta LGBTQIAPN+, saúde e acolhimento, construindo relações de solidariedade com pessoas que vivem e convivem com ISTs e, mais recentemente, com o movimento de ocupações por moradia.
Em 2026, KOINONIA tem equipes situadas na Bahia, no Rio de Janeiro e em São Paulo, conectadas a mais de 15 redes da sociedade civil de abrangência territorial, regional ou nacional. No plano internacional, coordena e integra fóruns sul-americanos, como o Fórum Sul-Americano de ACT Aliança, redes de diálogo por novas estratégias de mobilização de solidariedade e de fundos internacionais, além de estratégias globais de fortalecimento da sociedade civil com países da União Europeia, das Américas e das Áfricas.
Linha do tempo
Marcos ano a ano

Fundação de KOINONIA e as Jornadas Ecumênicas
Fundação de KOINONIA e criação das Jornadas Ecumênicas por Direitos Humanos — projeto que segue em curso, já em 5 episódios (o mais recente em 2023), sob os temas da justiça de gênero, ambiental e inter-religiosa.

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Fortaleça essa rede de transformação
Conheça nossos projetos, publicações e formas de apoiar a defesa dos direitos das comunidades tradicionais.


















