A estupidez não é apenas uma pobreza do pensamento. Não se limita à incapacidad ...
Mulheres vivas: para além do 8 de março
O feminicídio é uma pandemia silenciosa que segue matando mulheres todos os dia ...
Licença para chegar e partilhar um pouco…
Este artigo integra o livro “Curso de Verão XXXIX: Justiça ambiental – compro ...
Racismo Ambiental e Resistência Quilombola na Bahia
Este artigo analisa o cenário do racismo ambiental enfrentado pelas comunidades quilombolas na Bahia, destacando as múltiplas formas de resistência articuladas por essas populações. A partir de uma perspectiva crítica e interseccional, o texto evidencia como a violência ambiental é uma extensão do racismo estrutural no Brasil, atingindo de forma desproporcional povos negros e tradicionais. Ao mesmo tempo, reconhece o protagonismo quilombola na luta por justiça ambiental, territorialidade e direitos ancestrais.
O povo de santo e o medo: racismo religioso, guerra cultural e desafios à efetivação da liberdade religiosa no Brasil
Este artigo analisa o racismo religioso direcionado às religiões de matriz africana, com ênfase no Candomblé, compreendendo-o como expressão de uma guerra cultural herdada do processo colonial brasileiro e atualizada na contemporaneidade por meio de práticas institucionais, políticas e religiosas excludentes. A partir de pesquisa bibliográfica e análise normativa, discute-se a formação histórica do racismo religioso, o papel do sincretismo como estratégia de sobrevivência, a atuação de setores neopentecostais na intensificação das violências simbólicas e materiais contra o povo de santo, bem como as contradições do Estado brasileiro no cumprimento do princípio da laicidade. Por fim, apontam-se caminhos de resistência, reconhecimento jurídico e formulação de políticas públicas voltadas à garantia da liberdade religiosa e à proteção dos territórios sagrados afro-
Entre o céu e a terra há povos tradicionais a serem incluídos nas decisões globais sobre o clima
O seminário “Entre o Céu e a Terra: Religiosidade e Mudanças Climáticas”, promovido pela KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço, aconteceu nos dias 8 e 9 de setembro de 2025, em Mangaratiba, Rio de Janeiro. O encontro reuniu lideranças religiosas, quilombolas, indígenas, pesquisadores, parlamentares e ativistas ambientais com o objetivo de refletir sobre como espiritualidade, justiça climática e saberes ancestrais podem se entrelaçar na luta contra os impactos das mudanças climáticas.
PL 2.159/2021. A manutenção de um projeto de país.
Ainda nessa semana será votado no congresso federal o Projeto de Lei 2.159/2021, caso seja aprovado, alterará significativamente, o licenciamento ambiental no Brasil. A normativa garantirá que empreendimentos obtenham licenças de forma automática, apenas com base na autodeclaração do empreendedor, sem necessidade de análises técnicas prévias. A primeira vista podemos analisar esse processo de aprovação apenas no âmbito da cena política e nos apegarmos na questão quem votará contra ou a favor e qual será a resposta do Presidente Luís Inácio Lula da Silva.
Licença para devastar: o Congresso contra os povos e o clima
Antes de entrar em recesso, o Congresso brasileiro tem escancarado as bandeiras que verdadeiramente defende.
Enquanto as redes sociais fervem com debates sobre a escala 6 x 1 e a taxação de super-ricos, uma pauta silenciosa, mas também de extrema relevância, está prestes a abrir o caminho “para a boiada passar”.
Desinformação sobre religião nas mídias sociais
Além de compreender as religiões e as igrejas como elementos homogêneos, desconsiderando a diversidade que as caracteriza internamente e entre elas, o texto expõe uma noção equivocada da fé e da espiritualidade como elementos interiorizados e estáticos (“dentro dos templos”, “silêncio” e “interioridade”).
Centenário de Mãe Stella de Oxóssi
Uma mãe e seu legado de luta por liberdade religiosa.
Mujica: senhor das palavras fáceis para multidões e cultivador de afetos
Foi-se aquele de incrível capacidade de falar das estrelas vendo uma flor no canto, uma pedra bonita e rostos, mãos, gente de carne e osso e trabalho e vida, com seus amores, suas subjetividades.
O mundo precisa de um Papa João XXIV
Durante seu pontificado, Francisco nomeou mais de 70% dos cardeais eleitores. Não foi apenas uma renovação numérica, mas também simbólica e pastoral: bispos das periferias, de contextos não europeus, muitos com trajetória junto aos pobres, indígenas, refugiados e movimentos sociais.













