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O povo de santo e o medo: racismo religioso, guerra cultural e desafios à efetivação da liberdade religiosa no Brasil

Este artigo analisa o racismo religioso direcionado às religiões de matriz africana, com ênfase no Candomblé, compreendendo-o como expressão de uma guerra cultural herdada do processo colonial brasileiro e atualizada na contemporaneidade por meio de práticas institucionais, políticas e religiosas excludentes. A partir de pesquisa bibliográfica e análise normativa, discute-se a formação histórica do racismo religioso, o papel do sincretismo como estratégia de sobrevivência, a atuação de setores neopentecostais na intensificação das violências simbólicas e materiais contra o povo de santo, bem como as contradições do Estado brasileiro no cumprimento do princípio da laicidade. Por fim, apontam-se caminhos de resistência, reconhecimento jurídico e formulação de políticas públicas voltadas à garantia da liberdade religiosa e à proteção dos territórios sagrados afro-

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Roda de Diálogo Cultural em Itinga fortalece terreiros, juventude e o enfrentamento ao racismo religioso

No dia 10 de janeiro, a comunidade de Itinga, em Lauro de Freitas (BA), recebeu a Roda de Diálogo Cultural, uma atividade voltada ao enfrentamento do racismo religioso e ao fortalecimento da juventude e da cultura de matriz africana. A iniciativa marcou a retomada de ações coletivas no território e reforçou a importância da cultura como ferramenta de formação política, diálogo comunitário e afirmação de direitos. A atividade foi realizada pelo Ilê Asé Opo Alafunbi, terreiro que há mais de dez anos desenvolve ações sociais, culturais, religiosas e empreendedoras na comunidade de Parque São Paulo – Itinga.

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Quilombolas do Rio participam de oficina de comunicação para fortalecer a incidência e o protagonismo quilombola

A atividade foi conduzida por Ivana Dorali, jornalista, pedagoga e educomunicadora, mestranda em Comunicação Digital e Cultura de Dados pela FGV e coordenadora de Comunicação da Mandata da Deputada Dani Balbi. Ivana lançou mão de sua ampla experiência na formação de jovens e coletivos em comunicação popular, comunitária e ativista, contando com o apoio dos gêmeos Romulo Amorim e Rudson Amorim, do Observatório de Favelas.

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Museu Nacional da Cultura Afro-brasileira (MUNCAB) recepciona as internas do Conjunto Penal Feminino de Salvador para o Lançamento da Cartilha Assistência Religiosa de Matriz Africana

Após a visita guiada, as internas dirigiram-se ao espaço educativo onde participaram do lançamento da Cartilha Religiosa de Matriz Africana, publicação de KOINONIA em parceria com lideranças religiosas do axé que estão realizando o trabalho de assistência no Conjunto Penal Feminino de Salvador.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Eleições 2024: seu voto vale!

Mas atenção! É importante compreender que a ideologia partidária repercute diretamente no tratamento de pautas que podem ser mais ou menos relevantes, favoráveis ou contrárias aos seus valores enquanto pessoa. A ideologia do seu/sua candidato/a te considera?