Contraponto: Religiosos progressistas e Comunidade LGBTI+ se unem em congresso e lançam carta frente ao aumento fundamentalismo nas religiões e na política

 

Documento enfatiza que discursos religiosos não devem ser instrumentos de opressão nas vidas LGBTI+ e que a narrativa cristã fundamentalista não é a única possível, entre outras questões.

Acesse a carta na íntegra em: http://bit.ly/CartaIgrejasComunidadeLGBTI   

A carta foi elaborada durante o 1º Congresso Igrejas e Comunidade LGBTI+ que aconteceu na Paróquia da Santíssima Trindade IEAB em São Paulo em parceria com KOINONIA Presença Ecumênica durante o feriado de Corpus Christi.

O documento que marca um posicionamento político, é assinado por pessoas das mais diversas igrejas e comunidades de fé e traz como proposta a afirmação de “pessoas lésbicas, gays, bissexuais, assexuais, travestis, transexuais, não binárias, intersexo, queer e outras expressões de gênero” frente às diversas religiosidades e comunidades de fé, além de denunciar experiências de exclusão e opressão contra essas pessoas.

No momento em que a sociedade brasileira vive um governo pautado e guiado por uma moral religiosa, o crescimento dos fundamentalismos religiosos acentua discursos contra a diversidade sexual e de gênero.

Por isso, a carta propõe um alerta à sociedade para a situação de vulnerabilidade da população LGBTI+ trazendo para o debate as questões dogmáticas de comunidades cristãs que em geral tendem a excluir e reforçar as vulnerabilidades e silenciar essas pessoas.

“Lamentamos e denunciamos que, como estratégia para alcançar representatividade, muitas lideranças políticas e midiáticas do campo religioso, sobretudo entre cristãos, estejam se apropriando e instrumentalizando o imaginário e a linguagem religiosa e teológica para produzir e disseminar pânico moral, ressentimento, medo e ódio a partir de expressões como “ideologia de gênero” e reforço da ‘hombridade’”, consta no documento.

Pessoas de diferentes partes do Brasil e de outros países como Estados Unidos, Argentina, Paraguai passaram por 3 dias de debates e mesas no 1º Congresso Igrejas e Comunidade LGBTI+. Temas como representatividade política, epidemia de HIV/ Aids, políticas públicas, acolhimento nas igrejas, experiências de resistência e leituras bíblicas a partir de outras teologias, foram abordados.

Com cerca de 200 participantes em média, e encontro reuniu não apenas pessoas leigas e lideranças do mundo religioso como protestantes, católicas, evangélicas pentecostais e neopentecostais, adventistas, budistas, lideranças de religiões de matriz afro e afrobrasileira mas também representantes da política como a deputada estadual Erica Malunguinho e Renato Simões, movimentos sociais e também pesquisadores/as da temática.

 

Bloco Interreligioso chamou a atenção na Parada do Orgulho LGBTI+ em São Paulo

No domingo, 23 de junho, grupos que participaram do congresso se juntaram a outras frentes religiosas para compor o bloco “Gente de Fé Contra a LGBTfobia”na Parada LGBTI+ na Paulista.

Carregando uma faixa com o nome do bloco, religiosas e religiosos paramentados eram aplaudidos e cumprimentados por muitas pessoas que viam o grupo passar. Atrás dos representantes.

A ideia surge também a partir da necessidade do resgate dessa espiritualidade LGBTI+, especialmente ao relembramos este ano os 50 anos de Stonewall, como a história da ativista trans Sylvia Rivera, que ao lado de Marsha Johnson foram destaques na noite de Stonewall. O que a história muitas vez não conta é sua trajetória como membra e coordenadora na Igreja da Comunidade Metropolitana ICM (Metropolitan Church Community, primeira comunidade cristã denominada inclusiva.

O Rev. Alex Silva Souto da Igreja Metodista Unida dos Estados Unidos, que participou de uma das mesas do congresso e caminhou com bloco na parada, destaca “Se a comunidade LGBTQIA+ tiver experiências positivas com comunidades religiosas, e vice versa todos ganharemos com isso. Como disse Rev. Dr. Martin Luther King Jr., “ninguém é livre até que todos estejam livres “, não há paz e liberdade sem justiça, e amor que é amor de verdade é incondicional além de palavras baratas”.

Para o Reverendo Budista Tetsuji do movimento Rainbow Shanga, “notamos muito a expressão de surpresa, emoção e apoio de muitas pessoas durante a caminhada e que nunca imaginariam em uma festa linda uma marcha de protesto contra a lgbtfobia por religiosos, ao mesmo tempo afirmando que há sim outras formas da população LGBT+ expressar suas religiosidades”.

Mais sobre o 1º Congresso Igrejas e Comunidade LGBTI+:
http://bit.ly/CongressoIgrejasComunidadeLGBTI

Nas redes sociais: confira a hashtag #IgrejasEComunidadeLGBTI

Evento do Congresso no Facebook (com mais fotos): http://bit.ly/EventoCongresso

Evento do Bloco da Parada no Facebook (com mais fotos):  http://bit.ly/BlocoGenteDeFeContraLGBTFOBIA

1º Congresso Igrejas e Comunidade LGBTI+ vai debater o respeito à diversidade nas comunidades religiosas em São Paulo

 

RELACIONADO: Religiosos de diferentes tradições se reúnem em bloco contra a LGBTfobia na Parada do Orgulho LGBTI+ em São Paulo – O bloco vai reunir diferentes tradições e organizações religiosas para afirmar que diversidade e fé são complementares e que o discurso religioso não deve mais ser ferramenta para excluir, silenciar, negligenciar e violentar corpos LGBTI+.

 

Representatividade política, epidemia de HIV/ Aids, políticas públicas, acolhimento nas igrejas, experiências de resistência e leituras bíblicas a partir de outras teologias, são alguns exemplos dos temas que serão abordados durante os 4 dias de evento

KOINONIA  e a a parceira Paróquia da Santíssima Trindade IEAB em São Paulo estão a frente da organização do 1º Congresso Igrejas e Comunidade LGBTI+ vai acontecer agora durante os dias 19 a 23 de junho, nas dependências da Trindade em São Paulo.

No mês marcado pelo Dia Internacional do Orgulho LGBTI+, que neste ano relembra os 50 anos da Revolta de StoneWall, a cidade vai receber pela primeira vez um evento que vai discutir a diversidade sexual e de gêneros a partir de uma perspectiva ecumênica, interreligiosa e latino-americana.

As mesas e oficinas de diversos temas como saúde, políticas públicas, política, inclusão, arte, entre outros, vão reunir lideranças políticas e religiosas, movimentos sociais e defesa dos direitos humanos, pessoas que pesquisam ou são interessadas na relação entre espiritualidade e questões LGBTI+.

O objetivo é além de discutir e refletir sobre espiritualidade e diversidade mas também estreitar laços dos espaços religiosos para minimizar o preconceito e intolerância no contexto desafiador do crescimento dos fundamentalismos e da fragilização de direitos de LGBTI+. O evento se encerra com um bloco de religiosos pela diversidade na Parada do Orgulho LGBTI+ no dia 23 de junho.

O congresso é um esforço coletivo de diversas organizações. As inscrições estão abertas e custam R$ 50 como forma de colaborar com bolsas para pessoas que gostariam de ir mas não tem recursos financeiros. Além disso foi criada uma vaquinha virtual para colaboração com essas bolsas.

 

Importância do movimento ecumênico e inter-religioso no enfrentamento de discursos religiosos fundamentalistas

É urgente e necessária a integração e reaproximação dos setores progressistas das religiões com o compromisso da afirmação e promoção dos direitos da comunidade LGBTI+ dado o contexto de retrocessos dos direitos LGBTI+ na maioria da região Latino Americana; o aumento significativo do fundamentalismo com campanhas  “contra a Ideologia de Gênero” e “Escola sem Partido”; e o aumento das desigualdades e violências que gera o aumento das vulnerabilidades da população LGBTI+ .

Colocar todo cristão e/ou comunidade cristã dentro deste pacote é um equívoco, e é sobre isso que o “1º Congresso Igrejas e Comunidade LGBTI+” vai tratar.

A verdade é que as comunidades baseadas na fé cristã têm apresentado diferentes posições nas questões envolvendo suas espiritualidades e a diversidade sexual e de gênero. Ora apoiando e acolhendo, ora excluindo ou invisibilizando seus fiéis e suas lideranças, tornando, ou não, seus espaços religiosos seguros.

E por isso o Congresso surge como uma demanda que vai além da análise de conjuntura; promoção de exemplos de ações inspiradoras no campo religioso e LGBTI+; a criação de redes de articulação de iniciativas existentes; e fortalecimento de atores para incidência pública na defesa dos direitos em um contexto de enfrentamentos e busca de proteção.

O Congresso busca utilizar a experiência de ecumenismo amplo, que no Brasil tem importância desde o período da ditadura militar, demonstrou ser uma importante ferramenta para o avanço do debate em pautas muitas vezes consideradas tabus no ambiente religioso.

Uma perspectiva ampla de ecumenismo permite estender a mesa para todas as pessoas de boa vontade, sejam elas de fé ou não, mas que compartilhem de um compromisso com a justiça e a inclusão de todas as pessoas.

 

KOINONIA e a pauta LGBTI+

KOINONIA já atua há mais de 20 anos com a temática, sendo Direitos da População LGBTI+ um dos nossos eixos de trabalho. 

Saiba mais:

A espiritualidade do orgulho LGBTI+
Solidariedade ao Jean Wyllys e à população LGBTI+
Juventude, sexualidade e direitos humanos: construindo pontes e aprendizados
Como o aumento do fundo partidário para mulheres abre discussões sobre gênero e diversidade LGBTI+ na política

Juntos e juntas pelo Brasil – Christian Aid lança sua nova Estratégia Global em São Paulo

 

Na última quinta-feira, dia 30 de maio, Christian Aid realizou evento de lançamento de sua Estratégia Global 2019-2026 no Consulado da Irlanda em São Paulo. KOINONIA, como organização parceira de Christian Aid no Brasil esteve presente, além de representantes de outras organizações, a equipe internacional da Christian Aid, representantes do governo irlandês e lideranças religiosas.

O evento apresentou a estratégia e o compromisso da organização em fortalecer um movimento global por justiça e fortalecer parcerias pelo compromisso com a erradicação da pobreza extrema e suas causas estruturais, além da ampliação de vozes proféticas dos pobres e marginalizados.

“A crescente presença irlandesa na América Latina demonstra o compromisso do governo irlandês com essa parte do mundo. Parabéns à Christian Aid pelo lançamento dessa Estratégia Global!”

Barry Tumelty- Cônsul da Irlanda em São Paulo.

“(…) A Christian Aid está lançando sua estratégia global no Brasil, e como secretário geral da Aliança ACT eu quero aproveitar essa ocasião para enviar uma saudação e ressaltar a importância dessa estratégia para a nossa Aliança. (…) Como uma organização baseada na fé, a estratégia reflete a nossa crença de que todos os seres humanos são criados à imagem e semelhança de Deus, e portanto agentes de direito. A estratégia articula o desejo de que todos tenham vida em abundância e o compromisso de fazer tudo que pudermos para garantir que a nossa contribuição seja focada em realizar essa visão. Parabéns Christian Aid e seus parceiros no Brasil!

Rudelmar Bueno- Secretário Geral da Aliança ACT

“O Brasil é o primeiro país a realizar um evento de lançamento da Estratégia Global. Em um momento de muitos desafios na America Latina e de crescente pobreza, essa é uma importante expressão de solidariedade.”

-Mara Luz – Chefe da Divisão America Latina e Caribe da Christian Aid

No atual contexto de aumento da pobreza e violência no país, a Christian Aid tem um importante papel a cumprir como organização global atuando localmente. Conectando atores de fé e comunidades locais com igrejas do Reino Unido, a organização permanece junto àqueles que lutam por justiça, por dignidade e por igualdade.

 

Por: Christian Aid Brasil

#8M – O silencio é omissão, é crueldade, é pecado. Mulheres de Fé Contra a Violência!

Foto: Sara de Paula | Frente de Evangélicos Pelo Estado de Direito

A última sexta-feira, dia 8 de março foi marcada por uma série de eventos, atos e marchas pelo Dia Internacional da Mulher em diversas cidades do país.

Em São Paulo*, um grupo de religiosas de diversos grupos/ organizações estiveram unidas na Av. Paulista e marcharam juntas para reafirmar direitos, denunciar abusos e exigir justiça de gênero.

KOINONIA esteve presente ao lado de companheiras de diversas tradições religiosas e grupos como a  Rede Ecumênica da Juventude (Reju São Paulo), Evangélicas pela Igualdade de Gênero, Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, Frente Evangélica pela Legalização do Aborto, Católicas Direito de Decidir. Este não foi apenas um movimento aqui no Brasil, e é possível conferir os outros movimentos na página de Facebook e Instagram da Alc Noticias.

“Somos mulheres de fé, temos fé nas mulheres e numa espiritualidade que não nos oprime, muito pelo contrário, nos liberta pra sermos quem somos. Seguimos. Mulheres. Com fé. Na fé. Féministas.”, conta Natália Blanco , comunicadora de KOINONIA presente no grupo.

 

Foto: Equipe Patrícia Bezerra

Debate “Eu lutarei até o fim da violência contra a mulher”

Na mesma noite, o debate  puxado pelo Exército de Salvação reuniu cerca de 50 pessoas, de diferentes tradições religiosas e instituições na última sexta-feira, 8 de março. A mesa foi composta Ester Lisboa Assessora de KOINONIA, representando o projeto da Rede Religiosa de Proteção à Mulher Vítima de Violência; a vereadora de SP Patrícia Bezerra; e o teólogo e professor Gedeon Freire de Alencar.
 

Para Ester Lisboa, “Falar sobre feminicídio, com mulheres e homens nos espaços religiosos é acreditar nas possibilidades de mudanças. É possível colocar a sua fé em prática, a serviço do outro. A violência contra a mulher é uma atitude aprovada culturalmente e religiosamente aceita. A cada duas horas uma mulher morre, por violência domestica, no Brasil. A desigualdade, entre homens e mulheres é estrutural, ou seja, social, histórica e culturalmente a sociedade designa às mulheres, um lugar de submissão e menor poder em relação aos homens. Qualquer outro fator – o desemprego, o alcoolismo, o ciúme, o comportamento da mulher, seu jeito de vestir ou exercer sua sexualidade – não são causas, mas justificativas socialmente aceitas para que as mulheres continuem a sofrer violência.

Foto: Equipe Patrícia Bezerra

Quando desconhecemos o assunto, quando nunca ouvimos falar sobre o tema, a ignorância nos respalda. Mas , quando o assunto já não é desconhecido, quando o tema está presente em minha comunidade. O silencio é omissão, é crueldade, é pecado. Que mais espaços religiosos, possam perceber a importância de se falar do assunto, que a violência não seja legitimada e abençoada pelos líderes das comunidades religiosas”, completa.

Neste ano, especificamente em abril, KOINONIA celebra 25 anos de existência. Anos de muita luta por direitos, desafios e também de alegrias. Conheça KOINONIA.

KOINONIA abre 3 vagas para brasileiros no Programa de Acompanhamento Ecumênico na Palestina e Israel (EAPPI)

KOINONIA, organização responsável pelo envio dos participantes do EAPPI no Brasil, anuncia a abertura de 3 vagas para participantes brasileiros no anos de 2019.

O Programa de Acompanhamento Ecumênico na Palestina e Israel (EAPPI) é uma iniciativa do World Council of Churches (Conselho Mundial de Igrejas)

Para mais informações acesse:

Edital 01/2019 – 03 vagas para EA’s

Neste ano, especificamente em abril, KOINONIA celebra 25 anos de existência. Anos de muita luta por direitos, desafios e também de alegrias. Conheça KOINONIA.

Festejar sem medo…

 

Por que se enfurecem as gentes

E os povos imaginam coisas vãs?

(Davi, Salmo 2)

 

Nas tradições litúrgicas natalinas, este salmo é lido. . Quem cotejar o texto integral perceberá quão político é o Natal. O fato é que os arranjos mais conhecidos imbricaram nascimento de Jesus nos sete últimos dias decembrinos e, com o ano novo, as celebrações nos invadem januárias. É tempo de aventura (ad+ventura) – a visão a espraiar-se deste presente para o futuro, a expectação do novo. E o novo é radicalmente político, mesmo como brinquedo. Os senhores de todas as guerras – de valores, de juros escorchantes, de lucros açambarcadores, de destruição e morte das esperanças – assustam-se e até se enfurecem ao saber que algo/alguém novo está surgindo e lhes foge ao controle: “Me avisem onde nasceu a criança; também queremos ir adorá-lo”, diz Herodes aos magos caminhantes a seguir a estrela. Nasceu sim, tiramos o eleito de séculos de espera e nem se sabe bem onde está; nasceu, sim, reacionários, e eleito de milhões e anda por aí mais vivo que todas as esperanças; nasceu (e sempre vai nascer) do grito de alforria de milhões de escravizados e famintos. E é por isso que todos os empanturrados estão repetindo e refrão-choramingas:

“Eu tenho medo…”

Nós, ‘koinônicos’ andarilhos pelas ruas de Oikoumene, unidos a milhares outros também queremos beijar a todos os ansiosos pelo novo, comungar com vocês, desejando vencer todos os medos, abracemos a esperança. 

Que seja corajosa e feliz a festa, neste advento de Novo! 

Amém! Axé!

Autor:  Carlos Cunha

Curso de extensão sobre religiões e direitos humanos na UFBA

As religiões não estão apenas nos espaços de culto e na vida íntima dos fiéis. Cada vez mais, elas marcam presença nas eleições, nos debates públicos e nas disputas que definem rumos para a sociedade. Quais os efeitos dessa participação em uma cultura marcada pela pluralidade de crenças?
Entre 4 de novembro e 6 de dezembro, esses temas serão debatidos no curso de extensão “Sagrados em Ação: Pluralismo Religioso e Direitos Humanos”, uma realização do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Prof. Milton Santos (IHAC/UFBA), em parceria com a CESE e a KOINONIA. Em cinco encontros semanais, o curso buscará pensar as relações entre religião, espaço público e direitos humanos, incluindo as questões de raça, gênero e sexualidade.

As inscrições são gratuitas e abertas a todas as pessoas interessadas. Serão emitidos certificados para os participantes do curso, que terá carga horária total de 15h.

Vagas limitadas. Faça sua inscrição pelo link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSch2nDunXxaqOd7AN-DthStwIsLLCtVlmuSE5YvlMnHOitjdA/viewform

Contato: sagradosufba@gmail.com