Fundamentalismos, crise na democracia e ameaça aos direitos humanos na América do Sul é tema de pesquisa publicada por Koinonia

De autoria da jornalista, doutora em Ciências da Comunicação e associada de Koinonia, Magali Cunha, o estudo, publicado nos idiomas português, espanhol e inglês, retrata o fenômeno dos fundamentalismos nos países Argentina, Brasil, Colômbia e Peru.

Por Luciana Faustine

O livro “Fundamentalismos, crise da democracia e ameaça aos direitos humanos na América do Sul: tendências e desafios para a ação”, de autoria da pesquisadora Magali do Nascimento Cunha, foi publicado no último dia 14 de outubro, no site de Koinonia Presença Ecumênica e Serviços, na versão ebook e está disponível gratuitamente.

A publicação é fruto dos resultados da pesquisa coordenada por Magali,  que tem foco no fenômeno fundamentalista e seus efeitos em quatro países Sul-americanos: Argentina, Brasil, Colômbia e Peru.

“A pesquisa é uma iniciativa do Fórum Ecumênico da ACT Aliança na América do Sul (FESUR), nascida da preocupação de igrejas e organizações baseadas na fé com essas mutações observadas no continente, avaliadas como reflexos de diferentes expressões de fundamentalismo”, conta a autora.

Ao longo da obra o tema é exposto por meio de três capítulos, escritos com base em levantamento bibliográfico, entrevistas com especialistas, grupos focais e entrevistas grupais com ativistas sociais.

Nos capítulos a autora expõe “Os fundamentalismos como fenômeno religioso-político na América do Sul” , “Tendências fundamentalistas na região” e Possíveis estratégias de resposta”, nesse último, são apresentadas dez possibilidades de estratégias de resposta que podem ser dadas por parte das igrejas e OBFs, a esta realidade dos fundamentalismos político-religiosos.

“Este livro é uma contribuição de FESUR para a reflexão de como o avanço dos fundamentalismos se manifesta na América do Sul, tendo em vista as práticas das organizações que atuam pela causa dos direitos humanos e pela realização plena do Estado democrático de direito, a fim de torná-las mais eficazes na resposta a esse fenômeno social”, finaliza Magali.

Leia a publicação:

Português: Fundamentalismos, crise da democracia e ameaça aos direitos humanos na América do Sul: tendências e desafios para a ação

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Español: Fundamentalismos, crisis de la democracia y amenaza a los derechos humanos en América del Sur: tendencias y desafios para la acción

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English: Fundamentalisms, the crisis of democracy and the threat to human rights in South America: trends and challenges for action

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Lançamento: E-book “Fundamentalismos e Meio Ambiente”

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O livro “Fundamentalismos e Meio Ambiente”, organizado pelo teólogo e professor Moisés Coppe, é fruto dos debates gerados durante o seminário de mesmo nome, que reuniu diferentes perspectivas de como pensar o impacto dos fundamentalismos no cuidado com a nossa casa comum, seja no âmbito social ou ambiental. O momento político atual pede por uma compreensão de fundamentalismos que não engloba apenas o aspecto religioso, e sim ideais fundamentalistas também presentes na economia e na política. Fundamentalismos esses que impactam as realidades sociais e ambientais de maneiras atravessadas.

Em outubro de 2019, celebramos em Salvador, Bahia, os nossos 25 anos de presença ecumênica e serviço, promovendo o Seminário “Fundamentalismos e Meio Ambiente”. O seminário reuniu associados e parceiros de KOINONIA de diferentes organizações, movimentos e comunidades e lideranças religiosas. “O seminário acontece em concomitância à celebração do nosso jubileu de prata. Logo após o golpe militar de 1964, pessoas ligadas à extinta Confederação Evangélica do Brasil, atingidas pela repressão militar e eclesiástica, se reuniram para buscar formas de resistência à ditadura recém instalada. Primeiro, no Centro Evangélico de Informação (CEI), depois no Centro Ecumênico de Documentação e Informação (CEDI) e, finalmente, em KOINONIA – Presença Ecumênica e Serviço”, como relata Paulo Ayres Mattos, presidente de KOINONIA no início da publicação.

A publicação apresenta contribuições a partir de experiências de saberes e de fé, e trazem pontos de vista teológicos e políticos desde suas inserções e críticas aos desafios das situações estruturais de desigualdades, agressões ambientais e raciais. Situações em que os fundamentalismos justificam e aprofundam violações de direitos humanos de toda ordem. Não são palavras finais, mas aproximações críticas, baseadas na fé, de uma intersecção nova – com superações em luta com crueldades – entre fundamentalismos e meio ambiente.

Confira alguns temas abordados pela publicação:

  • Fundamentalismos e meio ambiente: Desafios sempre presentes, por Paulo Ayres Mattos.
  • O fundamentalismo religioso e a política institucional neoliberal no Brasi, por Zwinglio Dias
  • Fundamentalismos e meio ambiente, por Moisés Coppe
  • Por uma ética da “Casa Comum, por Moisés Coppe
  • Humanidade e subversão, por Ogan Lucas Cidreira
  • Resistência aos fundamentalismo, por Pastor Ras André Guimarães
  • Da Ancestralidade ao comprometimento com a vida, por Mãe Mameto Kamurici
  • Ações das organizações baseadas em fé, em Brumadinho, por Rafael Soares de Oliveira
  • Amazônia ameaçada! A ação de Christian Aid, por Sarah De Roure
  • Missão Ecumênica “Águas para a Vida”, por Sônia Mota

Por fim, o e-book também apresenta alguns “apontamentos para o cuidado com o Meio Ambiente e perspectivas críticas aos fundamentalismos”, moderada por Eliane Rolemberg, além de alguns relatos sobre a trajetória de KOINONIA nesses últimos 25 anos na luta contra as intolerâncias e por direitos.

Ao mobilizarmos a solidariedade da comunidade ecumênica, desenvolvemos programas de produção de conhecimento, de informação e de educação, na construção de espaços democráticos que promovem a justiça e os direitos humanos. No marco de um desenvolvimento transformador, seguimos dando continuidade à luta das três instituições que nos antecederam, como KOINONIA.

Durante esses anos temos atuado na defesa de direitos dos territórios das comunidades negras tradicionais (quer dos terreiros de religiões de matriz africana, quer dos remanescentes quilombos), das populações urbanas que vivenciam situações limites provocadas pelo preconceito e pela discriminação: mulheres, jovens e a comunidade LGBTQI+. E a partir deste compromisso ecumênico, proporcionamos reflexões e ações sobre as mais diferentes formas de exclusão e de intolerância, principalmente as religiosas e de gênero. São 25 anos de muitas lembranças que nos movem a seguir em frente, esperançando e caminhando na promoção de direitos contra quaisquer fundamentalismos!