Série Mulheres – Jussara Rêgo, do Programa Egbé

Manoela Vianna

No mês do Dia Internacional da Mulher, KOINONIA dá continuidade à “Série Mulheres”, notícias que darão destaques para as falas das mulheres atendidas pelos nossos programas e aquelas que fazem KOINONIA acontecer.

KOINONIA entrevista Jussara Rêgo, assistente do Programa Egbé Territórios Negros.

KOINONIA: Qual é a proporção de mulheres e homens que fazem parte do público atendido pelo Programa Egbé?Jussara: Podemos dizer que o público atendido pelo Programa Egbé Territórios Negros em Salvador é composto por 80% de mulheres e 20% de homens, justamente pelo fato da religião ter uma tradição feminina. Alguns Terreiros são dirigidos por homens, mas a maioria é dirigida por mulheres e apenas mulheres são iniciadas, apesar da existência de cargos estritamente masculinos em ambos os casos.

KOINONIA: Nas atividades desenvolvidas pelo Programa Egbé há diferença entre as atuações de homens e mulheres?Jussara: Quando falamos em Candomblé falamos de uma hierarquia que se constitui na existência de cargos determinados por vários fatores. Para alguns deles, ser homem ou ser mulher é determinante, e assim, as atividades que eles ou elas desenvolvem. Entretanto, vemos na prática social que as mulheres estão sempre mais envolvidas com o desenvolvimento das atividades cotidianas.

KOINONIA: Entre as mulheres que fazem parte do público do Egbé qual seria o papel delas na luta pela garantia de direitos?

Jussara: Às mulheres cabe uma parcela muito especial na luta pela garantia dos direitos dentro das comunidades de Candomblé, pois são elas que exercem o papel formador das novas gerações. E, a cada dia, percebemos o aumento qualitativo e quantitativo nas atividades reivindicatórias pelos direitos sociais, culturais, econômicos ou religiosos.

Conheça a Série Mulheres lendo as notícias: Série Mulheres e  Série Mulheres – nas equipes de KOINONIA

 

 

 

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