Sábado Resistente “O exílio como frente de luta”

Manoela Vianna

Neste sábado o associado de KOINONIA Anivaldo Padilha é um dos palestrantes sobre a luta internacional contra a ditadura no evento do Memorial da Resistência de São Paulo, de 14h às 17:30.

Saiba mais na apresetação do evento do Memorial:

Governo de São Paulo e Secretaria da Cultura apresentam

SÁBADO RESISTENTE
O EXÍLIO COMO FRENTE DE LUTA

29 de junho, das 14h às 17h30

Com o recrudescimento da repressão aos movimentos políticos de resistência à ditadura, a partir do final dos anos sessenta, grande número de militantes e lideranças políticas foi forçado a deixar o Brasil e se refugiar em outros países. O roteiro rumo ao exílio era comum. A maioria atravessava as fronteiras rumo ao Uruguai ou Argentina para chegar ao Chile, país que vivia a experiência socialista do governo de Salvador Allende. País que abrigava exilados de vários países latino-americanos, incluindo jovens americanos fugindo do recrutamento compulsório para a Guerra no Vietnã. Outros, com menos problemas de segurança, viajavam diretamente para a Europa, especialmente para a França e Itália. Uma parcela menor chegou ao México e Estados Unidos. Com o golpe militar no Chile, em setembro de 1973, os exilados brasileiros experimentam uma nova diáspora e acabam por se espalhar por vários países europeus, latino-americanos e América do Norte.

Apesar da grande diversidade política, algo importante uniu a grande maioria dos milhares de exilados: o exílio não poderia tornar-se uma experiência na qual se cultivava a nostalgia da terra natal, muito menos um lugar de lamentações pelas derrotas sofridas. Ao contrário, o exílio tinha que ser um lugar de reafirmação dos compromissos revolucionários, de autocrítica, de aprofundamento teórico e de constituição de uma nova frente de luta contra a ditadura.

Com esses objetivos em mente, frentes de solidariedade foram organizadas. Entre elas campanhas de denúncias contra a ditadura e pela defesa dos presos políticos, que contribuíram fortemente para o isolamento político da ditadura brasileira no plano internacional.

Neste Sábado Resistente vamos conhecer como essas lutas se desenrolaram e quais os seus impactos sobre a ditadura brasileira. Para isso, contaremos com a contribuição de dois protagonistas dessas lutas, e também do historiador americano Prof. James Green.

PROGRAMAÇÃO
14h: Boas vindas – Katia Felipini (Coordenadora do Memorial da Resistência de São Paulo)
Coordenação – Ivan Seixas (diretor do Núcleo de Preservação da Memória Política)

14h15 – 16h30: Palestras
José Luís Del Roio (jornalista, militante do PCB e fundador da ALN, ex-senador italiano pela região da Lombardia, e exilado em vários países como Peru, Argélia e Itália).
Anivaldo Padilha (formado em Ciências Sociais, militante da Ação Popular e exilado no Chile, Estados Unidos e Suíça).
James N. Green (Professor de História e Cultura Brasileira na Brown University, Estados Unidos, e autor do livro Apesar de Vocês: a luta contra a ditadura brasileira nos USA, Cia. Das Letras).

16h30 – 17h30: Debate com o público

Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Memorial da Resistência de São Paulo e pelo Núcleo de Preservação da Memória Política, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano.

Memorial da Resistência de São Paulo: Largo General Osório, 66 São Paulo

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