Para superar a Intolerância Religiosa

Manoela Vianna

No dia 21 de janeiro foi comemorado o primeiro Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. KOINONIA, por meio do Programa Egbé Territórios Negros, é uma entidade pioneira nessa luta. Junto aos Terreiros de Candomblé acreditamos que as religiões de matriz africana muitas vezes são tratadas de formas permeadas por preconceitos.

Conheça aqui algumas de nossas ações implementadas no ano de 2007 no sentido de superar a intolerância religiosa.

Candomblé – Diálogos Fraternos para Superar a Intolerância Religiosa

Lançado no dia 25 de agosto, em Salvador, o livro Candomblé – Diálogos Fraternos para Superar a Intolerância Religiosa – edição revista e ampliada é um registro de um consenso criado por 120 casas de Terreiros de Candomblé que tornaram públicas suas opiniões sobre temas ligados a religião. Os temas tratados na publicação são essencialmente os mais usados contra a religiosidade afro-brasileira.

Oficinas de artes e ofícios

Co-financiado pela União Européia, Christian Aid e EED, começou a ser realizado em 2007 o projeto “Capacitação e Apoio ao desenvolvimento das Comunidades Negras tradicionais do Brasil”. Como parte desse projeto o Programa Egbé realizou junto a dez Terreiros de Candomblé oficinas de artes e ofícios que procuraram resgatar saberes tradicionais da cultura do Candomblé, além de oferecerem alternativas de geração de renda. As oficinas intensificaram as relações entre Terreiros e as comunidades próximas aos locais das oficinas. Assim constatou-se, por meio de uma pesquisa, que a abertura alcançada no contato com pessoas de outras religiões contribuiu para a redução da intolerância religiosa. Para a Iyalorixá Jaciara Ribeiro, as oficinas representam uma maneira de lutar contra a intolerância religiosa: “As oficinas vieram para nos fortalecer. Quando a gente abre nossa casa, estamos lutando contra a intolerância religiosa. Todos os dias há casos de intolerância religiosa e isso é crime, racismo”, afirmou Jaciara.

Fala Egbé Direitos

Em 2007, o Programa Egbé lançou a publicação Fala Egbé Direitos que reúne informações utilizadas e produzidas no decorrer de dez anos de trabalhos de KOINONIA com os Terreiros de Candomblé em Salvador (BA). Concebida para servir de apoio ao trabalho de multiplicadores, a publicação divide-se em três partes distintas: direitos civis, políticos, culturais e territoriais; direito à saúde e direito à memória. A publicação apresenta em sua primeira parte instruções sobre como proceder nos casos de intolerância religiosa.

Jornada Ecumênica da Juventude do Nordeste

KOINONIA vêm realizando, junto ao Fórum Ecumênico Brasil (FE Brasil), Jornadas Ecumênicas das Juventudes pela garantia de direitos dos jovens. Em dezembro foi realizada a Jornada Ecumênica da Juventude do Nordeste na qual reuniram-se 80 jovens de Alagoas, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte; de Sindicatos, Terreiros de Candomblé e Igrejas. Um dos temas discutidos foi intolerância religiosa e as alternativas para superá-la.

Almoço de Trabalho e Fraternidade

O Programa Egbé Territórios Negros promove periodicamente reuniões de Terreiros atendidos por KOINONIA, chamadas de Almoço de Trabalho e Fraternidade. Esses eventos têm como objetivos: avaliação e encaminhamento das ações do Programa Egbé junto aos Terreiros; e a realização de debates, tendo como um dos temas o combate à intolerância religiosa.

Informativo Fala Egbé

Dirigido às comunidades de Terreiros de Candomblé, o informativo Fala Egbé relata as atividades desenvolvidas pelo Programa Egbé Territórios Negros. A publicação acompanha o andamento dos processos jurídicos dos Terreiros atendidos por KOINONIA e as discussões do Conselho Inter-religioso do programa. A discussão sobre intolerância religiosa é um dos temas recorrentes do informativo. Todos as edições do Fala Egbé estão disponíveis para download aqui no site.

 

 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.