Uma ação no Supremo Tribunal Federal pede que o governo federal estabeleça um plano de emergência de combate ao coronavírus nos quilombos.
A iniciativa foi tomada por grupos quilombolas em parceria com a Conaq (Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas), que solicita, dentre outras coisas, a distribuição imediata de equipamentos de proteção individual, medidas de segurança alimentar e de combate ao racismo no atendimento médico a quilombolas.
Os quilombolas são os mais suscetíveis a morrer de covid-19 em todo o País. A taxa de letalidade desse grupo é de 3,6%, enquanto a da população em geral é de 3,1%.
Se os pedidos forem aprovados, o governo federal tem 30 dias para estabelecer, em parceria com a Conaq, o plano de ação.
A precariedade vivida nos quilombos vai além do coronavírus, que potencializou o descaso que a população quilombola vive no dia a dia, inclusive na falta de reconhecimento de suas terras e na falta de reconhecimento de sua existência. O maior responsável por contabilizar a população brasileira, o censo do IBGE, até então nunca contabilizou a comunidade quilombola, fato que acontecerá em 2021.
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