GABRIELA LEITE: PRESENTE!!!

Zwinglio Dias

Foto: http://gabrieladaspu.blogspot.com.br/

A família koinônica encontra-se enlutada com a perda irreparável de uma de suas mais insignes fundadoras GABRIELA LEITE! KOINONIA se solidariza, na dor e na saudade, com seus familiares, amigos e amigas e, de modo especial, com seu companheiro Flávio Lenz, na certeza de que a música de sua vida vibrante e renovadora jamais deixará de reverberar entre nós.

Mulher sensível, rigorosa consigo mesma e com todos e todas que faziam parte de sua existência, nossa querida e insubstituível amiga e companheira Gabriela acaba de encerrar seus dias entre nós. Mas, a ser verdade o que proclama o poeta mineiro, Gabriela, na verdade, não morreu… apenas encantou-se, para continuar, de um outro jeito, presente em nossas vidas. Nossa amiga de sonhos e utopias, dores e lutas, mas também de momentos alegres e festivos, regados à imprescindível cervejinha, ausenta-se agora, apenas fisicamente, para ressuscitar em nossa memória, com o testemunho de sua vida para nos instigar a seguir em frente na luta incansável de plantar sinais, por menores e insignificantes que possam parecer, de um mundo outro, marcado pelo amor, a justiça e a paz, ao qual se devotou de forma decisiva.

Ao fazer sua travessia para a “terceira margem do rio” da vida, Gabriela deixa um legado precioso e único na história deste país: sua luta incansável pelos direitos das e dos profissionais do sexo! Direitos ainda não reconhecidos e mesmo combatidos pelos setores mais obscurantistas de nossa sociedade. Como cada um de nós, Gabriela foi um ser humano pleno de virtudes e de defeitos. Jamais uma super-mulher, mas alguém profundamente humana, porque sempre sensibilizada com a dor e as incertezas dela mesma e de todos nós, com especial destaque por suas companheiras de profissão. Sem ser igrejeira e nem uma exibicionista de suas convicções mais profundas, foi em todo o tempo, uma mulher de fé na Vida, procurando encarnar em sua existência os valores maiores do Evangelho que um dia lhe capturaram a mente e o coração. Foi, como o Crucificado e muitos outros e outras sacrificados como ele, uma mulher-para-os-outros, uma ex-cêntrica, isto é, alguém não centrada em si mesma, mas voltada para o bem estar dos demais.

Ao término dos últimos acordes da música que foi sua vida, embora tristes por sua ausência física, nos alegramos por sua “coragem de ser” o que foi e a incorporamos, ainda mais, em nossa vivência, na esperança de que os seus sonhos e a sua ousadia continuem em nossos gestos de amor e solidariedade.

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