Egbé monitora resultados

Manoela Vianna

De 7 a 12 de abril, as multiplicadoras formadas nas Oficinas de Direito à Memória, reuniram-se com Andréa Carvalho, bibliotecária de KOINONIA, para analisar os frutos do trabalho, realizado em diversos Terreiros de Candomblé, em Salvador.

Seis Terreiros foram visitados com o objetivo de conferir os resultados das oficinas realizadas a partir de 2005. O resultado do monitoramento foi bem satisfatório já que a maioria dos Terreiros está desenvolvendo um excelente trabalho de preservação de sua memória. Muitos Terreiros já possuem uma boa parte de seu acervo organizada e outros solicitaram uma nova oficina sobre a temática.

Um dos exemplos de sucesso das oficinas é o Terreiro de Jauá. O Terreiro tem 150 livros cadastrados em sua biblioteca que é organizada pelos filhos da Casa em um mutirão realizados nos fins de semana. Além disso, a responsável pelo acervo Kiazala, que também é professora, vem realizando atividades de incentivo a leitura, restauração de fotos e feiras de livros.

Outros Terreiros também apresentaram um bom número de livros cadastrados. É o caso da Casa Branca que tem mais de 300 livros em sua biblioteca e que conta com a multiplicadora formada pelo Programa Egbé, Adriana Santos, como responsável.

Além desses Terreiros também participaram do monitoramento de resultados o Axé Abassá de Ogum, Manso Dandalungua Cocuazenza, Terreiro Tuumba Junçara, Viva Deus Bisneto e Ilê Axé Odé Tola.

Sobre as Oficinas de Direito à Memória

As Oficinas de Direito à Memória consistem em transmitir a importância da preservação do acervo acumulado nos Terreiros e em capacitar voluntários de cada casa para o processamento técnico que envolve a organização do patrimônio. Os participantes das oficinas aprendem técnicas de cadastro e armazenamento de livros, revistas, jornais, fotografias, documentos administrativos e materiais digitais (disquetes, cds, dvds, etc.).

Desde 2005, o Núcleo de Documentação de KOINONIA promove junto ao Programa Egbé Territórios Negros essas oficinas voltadas para Terreiros de Candomblé. Dez casas já participaram formando dez voluntários que hoje trabalham nas bibliotecas criadas nos Terreiros.

Saiba mais sobre as Oficinas de Direito à Memória lendo as notícias:

Preservação da história dos terreiros

Terreiros: Direito à memória

Terreiros e Memória

 

 

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