Cese discute criminalização dos movimentos sociais

Márcia Evangelista

Nos dias 04 e 05 de junho foi realizado em Salvador um importante evento ecumênico promovido pela CESE – Coordenadoria Ecumênica de Serviço: a Assembleia Geral Ordinária, que reuniu lideranças religiosas, representantes dos movimentos sociais e equipe da Diretoria Executiva da CESE. Juntos, os participantes debateram o tema “Criminalização dos Movimentos Sociais e de Defensores/as dos Direitos Humanos”. Durante a Assembléia foi eleita a nova Diretoria Institucional da Coordenadoria.

A Assembleia contou com representantes da Igreja Católica Apostólica Romana, da Igreja Episcopal Anglicana, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, dos organismos ecumênicos CLAI, KOINONIA, CONIC, CEBI, CEAD, CPT, além de representantes do MST e da Associação dos Remanescentes do Quilombo São Francisco do Paraguaçu Boqueirão.

KONONIA esteve representada pelo assessor do Programa Egbé Territórios Negros, José Maurício Arruti, que participou da mesa de debates que teve como tema “Criminalização dos Movimentos Sociais e de Defensores/as dos Direitos Humanos”, ao lado de Antonio Canuto (CPT) e de Lucia Barbosa (MST).

Em sua fala, o antropólogo José Maurício Arruti destacou o paradoxo da relação entre Estado – Justiça – Antropologia e a decorrente suspeição e criminalização dos pesquisadores, em especial com relação à produção de laudos antropológicos de terras indígenas e quilombolas.

 

 

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