A estupidez não é apenas uma pobreza do pensamento. Não se limita à incapacidade intelectual. Envolve coisa pior: incorpora o ódio. Carrega em seu seio uma aversão à inteligência, uma ojeriza à cultura.
O imbecil furioso se sente incomodado por tudo que chama à reflexão. Detesta a ciência, tem repugnância pela arte. Odeia a beleza que é incapaz de fruir. Como nada consegue criar, consagra-se à destruição. O cultivo da memória social aborrece o homem castrado pela estupidez. Ele abraça, portanto, o programa neofascista, que requer a mutilação da história. O vandalismo é sua única competência.












