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Destruir para dominar: ataque ao patrimônio cultural brasileiro em marcha

A estupidez não é apenas uma pobreza do pensamento. Não se limita à incapacidade intelectual. Envolve coisa pior: incorpora o ódio. Carrega em seu seio uma aversão à inteligência, uma ojeriza à cultura.

O imbecil furioso se sente incomodado por tudo que chama à reflexão. Detesta a ciência, tem repugnância pela arte. Odeia a beleza que é incapaz de fruir. Como nada consegue criar, consagra-se à destruição. O cultivo da memória social aborrece o homem castrado pela estupidez. Ele abraça, portanto, o programa neofascista, que requer a mutilação da história. O vandalismo é sua única competência.

NOTÍCIAS Koinonia (4)

Mulheres vivas: para além do 8 de março

Há cinco anos, entramos em pânico diante da constatação de que estávamos vivendo uma pandemia. Ninguém sabia ao certo o que aquilo significava, mas, aos poucos, fomos tomando consciência de que se tratava de algo perigoso, assustador e mortífero. Embora houvesse pessoas que negassem o fato, ele estava dado e fazia estragos em diversas partes do mundo, impulsionando as pesquisas científicas em busca de antídotos e soluções para aquela crise sem fronteiras.

Ritual de oferendas aos orixás

Licença para chegar e partilhar um pouco… 

O texto discute o racismo ambiental como uma expressão do racismo estrutural que afeta diretamente comunidades quilombolas na Bahia. Esse fenômeno ocorre quando impactos ambientais negativos — como poluição, contaminação da água, uso intensivo de agrotóxicos, mineração e degradação dos territórios — recaem de forma desproporcional sobre populações negras e tradicionais, muitas vezes sem que elas participem das decisões sobre o uso de seus próprios territórios.

Na Bahia, onde existem mais de 800 comunidades quilombolas, essas populações enfrentam conflitos fundiários, demora na titulação das terras, ausência de políticas públicas e violência contra lideranças. Apesar disso, o artigo destaca as formas de resistência quilombola, que incluem organização política, articulação com movimentos sociais, práticas agroecológicas, fortalecimento da educação comunitária e a preservação da espiritualidade e da ancestralidade.

Resistência e luta pela terra

Racismo Ambiental e Resistência Quilombola na Bahia

Este artigo analisa o cenário do racismo ambiental enfrentado pelas comunidades quilombolas na Bahia, destacando as múltiplas formas de resistência articuladas por essas populações. A partir de uma perspectiva crítica e interseccional, o texto evidencia como a violência ambiental é uma extensão do racismo estrutural no Brasil, atingindo de forma desproporcional povos negros e tradicionais. Ao mesmo tempo, reconhece o protagonismo quilombola na luta por justiça ambiental, territorialidade e direitos ancestrais.

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O povo de santo e o medo: racismo religioso, guerra cultural e desafios à efetivação da liberdade religiosa no Brasil

Este artigo analisa o racismo religioso direcionado às religiões de matriz africana, com ênfase no Candomblé, compreendendo-o como expressão de uma guerra cultural herdada do processo colonial brasileiro e atualizada na contemporaneidade por meio de práticas institucionais, políticas e religiosas excludentes. A partir de pesquisa bibliográfica e análise normativa, discute-se a formação histórica do racismo religioso, o papel do sincretismo como estratégia de sobrevivência, a atuação de setores neopentecostais na intensificação das violências simbólicas e materiais contra o povo de santo, bem como as contradições do Estado brasileiro no cumprimento do princípio da laicidade. Por fim, apontam-se caminhos de resistência, reconhecimento jurídico e formulação de políticas públicas voltadas à garantia da liberdade religiosa e à proteção dos territórios sagrados afro-

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Entre o céu e a terra há povos tradicionais a serem incluídos nas decisões globais sobre o clima

O seminário “Entre o Céu e a Terra: Religiosidade e Mudanças Climáticas”, promovido pela KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço, aconteceu nos dias 8 e 9 de setembro de 2025, em Mangaratiba, Rio de Janeiro. O encontro reuniu lideranças religiosas, quilombolas, indígenas, pesquisadores, parlamentares e ativistas ambientais com o objetivo de refletir sobre como espiritualidade, justiça climática e saberes ancestrais podem se entrelaçar na luta contra os impactos das mudanças climáticas.

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PL 2.159/2021. A manutenção de um projeto de país.

Ainda nessa semana será votado no congresso federal o Projeto de Lei 2.159/2021, caso seja aprovado, alterará significativamente, o licenciamento ambiental no Brasil. A normativa garantirá que empreendimentos obtenham licenças de forma automática, apenas com base na autodeclaração do empreendedor, sem necessidade de análises técnicas prévias. A primeira vista podemos analisar esse processo de aprovação apenas no âmbito da cena política e nos apegarmos na questão quem votará contra ou a favor e qual será a resposta do Presidente Luís Inácio Lula da Silva.

Desinformação sobre religião

Desinformação sobre religião nas mídias sociais

Além de compreender as religiões e as igrejas como elementos homogêneos, desconsiderando a diversidade que as caracteriza internamente e entre elas, o texto expõe uma noção equivocada da fé e da espiritualidade como elementos interiorizados e estáticos (“dentro dos templos”, “silêncio” e “interioridade”).

O mundo precisa de um Papa João XXIV

O mundo precisa de um Papa João XXIV

Durante seu pontificado, Francisco nomeou mais de 70% dos cardeais eleitores. Não foi apenas uma renovação numérica, mas também simbólica e pastoral: bispos das periferias, de contextos não europeus, muitos com trajetória junto aos pobres, indígenas, refugiados e movimentos sociais.