Lançamento: Portal do Diálogo Ecumênico e Interreligioso pela Amazônia

 

A iniciativa Diálogo Ecumênico e interreligioso pela Amazônia visa fortalecer iniciativas ecumênicas e interreligiosas pela dignidade humana no Brasil, Bolívia, Colômbia e Peru, promovendo análises compartilhadas e ações conjuntas. Seus objetivos são:

– Fortalecer a ação conjunta do movimento ecumênico latino-americano em defesa da Casa Comum e o diálogo com movimentos sociais, organizações indígenas e quilombolas;

– Denunciar as violações de direitos e ameaças sofridas por comunidades tradicionais no controle sobre a terra e seus bens comuns;

– Desenvolver análises contextuais coletivas sobre os desafios à atuação de defensores e defensoras da natureza e dos direitos humanos e o papel do movimento ecumênico;

– Promover solidariedade global com os desafios enfrentados pelos povos amazônicos, convocando Igrejas e Organizações Irmãs no sul e norte global à oração e ação;

– Apoiar o desenvolvimento de uma espiritualidade ecológica que nos ajude a sentir-nos parte da Casa Comum, todo o mundo habitado, em respeito a todas as tradições de fé.

Em 2019, a iniciativa promoveu vigílias ecumênicas pela Amazônia em diversas cidades do Brasil e na COP-25 em Madrid, além de promover solidariedade ao Sínodo da Amazônia na Declaração Somos Amazônia, endossada por mais de 130 igrejas e organizações baseadas na fé em todo o mundo.

Coordenado pelas organizações baseadas na fé KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço e Centro Regional Ecuménico de Asesoría y Servicio – CREAS, ambas fazem parte da Aliança

ACT, uma coalizão global com mais de 140 igrejas e organizações baseadas na fé, que trabalham juntas pela assistência humanitária, a promoção de capacidades e o desenvolvimento.

Convocamos igrejas, organizações ecumênicas e da sociedade civil a se somarem nessa iniciativa!

Entre em contato pela plataforma, disponível em 3 idiomas:

Português: https://koinonia.org.br/amazonia/
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Apoiadores do candidato a prefeito de Simões Filho, Dinha Tolentino, promovem violência religiosa contra adeptos de religião de matriz africana

Por Luciana Faustine

Na última segunda-feira (09), adeptos de religião de matriz africana foram surpreendidos por um vídeo que circula nas redes sociais, o qual promove a candidatura de Dinha Tolentino (MDB) e diz que o candidato Eduardo Alencar (PSD) está indo a um terreiro de candomblé para receber a “benção do demônio”.

Com 1:53 de duração o vídeo mostra imagens da entrada do terreiro Ilê Axé Ominigê e um grupo de pessoas entrando no local. Segundo o narrador do vídeo uma das pessoas seria o candidato Eduardo Alencar, que estaria indo ali para “pedir a benção do demônio para receber a chave da cidade”.

Nos minutos seguintes o narrador afirma que evangélicos, católicos e pessoas que creem em Deus não devem permitir que Alencar  seja eleito, pois o único dono da cidade é Deus, e Deus levantou Dinha para governar a cidade.

Divulgada no último dia 7 de novembro uma pesquisa do Paraná Pesquisas demostra que Dinha está liderando as intenções de votos na cidade, com 32,4%, seguido por Eduardo Alencar, que ocupa o 2° lugar, com 23,3% das intenções de voto.

Em nota, representantes do Terreiro Ilê Axé Ominigê ressaltaram que se sentiram surpreendidos por um ato de racismo religioso, que ofende o direito de liberdade religiosa expresso na Lei nº 9.459, de 15 de maio de 1997, que configura crime a prática de discriminação ou preconceito contra religiões.

“Nós do terreiro Ilê Axé Ominigê fomos surpreendidos, nesta segunda-feira, por um ato grosseiro e covarde de racismo religioso, comportamento de perseguição e cerceamento ao livre exercício de religião com o claro intuito de desqualificar a religião de matriz africana professada por milhares de pessoas na cidade. Um vídeo que circula nas redes sociais, promovendo a candidatura à reeleição do atual prefeito da cidade, conhecido como “Dinha”, ataca o nosso terreiro. O narrador, neste vídeo, declara com desfaçatez e escárnio que o candidato visitante estava “pedindo a bênção do demônio para receber a chave da nossa cidade…”. Constata-se, assim, que seus autores têm a intenção de nos desqualificar, atacando a nossa fé em nome de uma disputa partidária. Sentimo-nos extremamente violentados”, diz a nota.

Em suas redes sociais, Dinha Tolentino se manifestou através de uma nota de esclarecimento, na qual diz que “repudia atos de intolerância de qualquer natureza e Fake News”.

“Nossa campanha, que é pautada unicamente em trabalho e propostas para dar continuidade ao desenvolvimento do município, está sendo alvejada por uma vasta produção diária de Fake News. A falta de respeito na tentativa de pautar a disputa política, em Simões Filho, está causando indignação à nossa sociedade, e nossa Coligação repudia veementemente toda forma de notícia falsa, conteúdo preconceituoso, intolerância, retaliação ou violência que possam ferir a honra ou a moral do cidadão, grupos políticos, representações sociais ou religiosas”, diz a nota do candidato.

Ekedi de Oxum do Ilê Axé Ominigê, Tassia Batista, também se disse surpreendida com o vídeo e refuta a nota divulgada por Dinha Tolentino. Segundo ela, por ser um vídeo no qual enaltece a candidatura, o candidato deveria dizer se tem ou não algo a ver com o desenvolvimento e publicação do conteúdo.

“Ele não fala que não foi ele quem fez o vídeo, que não partiu de sua candidatura, ele não menciona nada disso. Ele só fala que é contra a Fake News. Como o vídeo enaltece a candidatura dele, o mínimo que ele deveria fazer é se posicionar contra atitudes racistas e de intolerância religiosa. Meu pai ficou super abalado. A perversidade do racismo, ele atinge de várias esferas, inclusive no sentido cívico”, disse ela.

Também Ekedi do Ilê Axé Ominigê, Fernanda Silva, gravou um vídeo expressando a sua indignação com o ocorrido.

“Todos nós da casa fomos surpreendidos. Esse vídeo escarnece com o candomblé, humilha e tira a dignidade do meu babalorixá e de todos os filhos da casa. O meu pai de santo tem 50 anos de iniciado, a casa está em Simões Filho há 40, é um lugar respeitado por toda comunidade, nós nunca passamos por isso. Nós, os filhos da casa, estamos engajados na batalha, pela história do meu babalorixá, Luiz Natividade de Oxum, pela história do nosso Ilê Axé Ominigê, por Oxum e por justiça”, disse ela.

Integrantes de religião de matriz, tanto de Simões Filho quanto de outras cidades e estados, demonstraram apoio ao acontecido. Dentre eles, Dofono Hunxi e Apokan Walter Junior, integrantes do Vodun Zo Kwe, que se manifestaram em suas páginas nas redes sociais, e Jaciara Ribeiro, ativista contra intolerância religiosa e iyalorixá do Ilê Abasá de Ogum, localizado em Salvador, capital do estado.

“Isso é muito perverso, até porque qualquer iyalorixá, qualquer babalorixá tem a sua casa e livre arbítrio para receber quem quiser. Então meu repúdio a esses neopentecostais. Mesmo nesse momento de afastamento presencial, estamos aqui atentos. Vamos denunciar ao Ministério Público, ao Centro de Referência de Combate ao Racismo e vamos aclamar aos orixás que nos proteja”, disse Jaciara.

Por sua parte, o candidato Eduardo Alencar, até o fechamento desse texto, não havia se manifestado publicamente sobre o ocorrido.  

Nota de Repúdio ao racismo religioso contra o Ilê Axé Ominigê

Simões Filho, 09 de novembro de 2020

Nós do terreiro Ilê Axé Ominigê fomos surpreendidos, nesta segunda-feira, por um ato grosseiro e covarde de racismo religioso, comportamento de perseguição e cerceamento ao livre exercício de religião com o claro intuito de desqualificar a religião de matriz africana professada por milhares de pessoas na cidade. Um vídeo que circula nas redes sociais, promovendo a candidatura à reeleição do atual prefeito da cidade, conhecido como “Dinha”, ataca o nosso terreiro. Nas imagens, consta a entrada da Casa Religiosa, cuja comunidade foi visitada por um candidato à Prefeitura de Simões Filho – prática comum em campanhas políticas. O narrador, neste vídeo, declara com desfaçatez e escárnio que o candidato visitante estava “pedindo a bênção do demônio para receber a chave da nossa cidade…”. Constata-se, assim, que seus autores têm a intenção de nos desqualificar, atacando a nossa fé em nome de uma disputa partidária. Sentimo-nos extremamente violentados.

É válido rememorar que a Lei nº 9.459, de 15 de maio de 1997, considera crime a prática de discriminação ou preconceito contra religiões. Repudiamos toda e qualquer iniciativa que insista em violar a livre expressão religiosa, assegurada pela Constituição Federal Brasileira. Atitudes como essa devem ser investigadas e punidas pelas autoridades responsáveis.

Não seremos interrompidos em nossa dignidade religiosa, jamais trataremos com condescendência atos que ferem nosso Babalorixá, nossa comunidade, nossa religiosidade. O Ilê Axé Ominigê demanda respeito e, como cidadãos, seus filhos e filhas se recusam a tratar este caso como corriqueiro. Este é um crime de ódio e de racismo e usaremos todos os recursos legais para identificar e punir os autores.

Nosso povo não esquece. Não esqueceremos.

Efeitos e desafios da pandemia na Amazônia brasileira e o papel das igrejas

 

Aldeia Santa Maria, etnia Karapãna, região do Rio Tarumã-Açú em Manaus. Foto: Comunidade Anglicana de Manaus

Por Bispa Marinez Bassotto
Bispa Diocesana da Diocese Anglicana da Amazônia

 

“Pergunte, porém, aos animais, e eles o ensinarão, ou às aves do céu, e elas contarão a você; fale com a terra, e ela o instruirá, deixe que os peixes do mar o informem. Quem de todos eles ignora que a mão do Senhor fez isso? Em sua mão está a vida de cada criatura e o fôlego de toda a humanidade. Jó 12:7-10

Estamos vivendo um tempo muito desafiador na região amazônica, esta aliás sempre foi carente de investimentos e políticas públicas, mas a situação se agravou após as últimas eleições presidenciais. O único olhar dispensado pelos governos para a Amazônia é o olhar da cobiça e do extrativismo, jamais o olhar da preservação ou da valorização da vida. Já vínhamos sofrendo, desde o início deste novo governo, com a perda de direitos e com a falta de investimentos, e em 2019 tudo se agravou com a pior onda de incêndios dos últimos tempos. De lá para cá a Amazônia concentrou 52,5% dos focos de queimadas do Brasil, incêndios esses que perduram até o presente momento. Os relatórios do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) seguem alertando para o aumento das queimadas na região amazônica, especialmente no Estado do Pará e no sul do Estado do Amazonas.

Todos sabemos que os incêndios na Amazônia não são fruto apenas da estiagem na região, não são resultado somente de uma ação natural, tratam-se, em grande parte, de ações orquestradas por pessoas representantes do agronegócio, por grileiros e garimpeiros. Também são resultado do sucateamento e desmonte das Políticas Socioambientais e das instâncias de proteção ambiental, bem como da escolha de pessoas inadequadas para assumirem a pasta do Meio Ambiente. Somam-se a isso a violação de direitos e morte das populações indígenas, e o sofrimento das comunidades ribeirinhas e quilombolas. Ou seja, as populações que já vinham sofrendo com a falta de ações protetivas e de políticas voltadas para suas necessidades tornaram-se ainda mais vulneráveis nos últimos 2 anos.

A pandemia de Covid-19 escancarou ainda mais essas desigualdades existentes na região amazônica, e me refiro a desigualdades em todos os aspectos. Há um número enorme de pessoas desempregadas, e um número crescente de pessoas famintas. A Covid-19 chegou nas aldeias indígenas mais afastadas dos centros urbanos e causou a mortes de muitas pessoas, especialmente as lideranças e pessoas mais idosas, que na tradição destes povos carregam o conhecimento e a sabedoria. Então, além de todas as dificuldades, há o sentimento de perda da identidade e de orfandade.

Os povos indígenas que vivem em regiões urbanas também estão em grande vulnerabilidade. Faltam alimentos, medicamentos, materiais de higiene e proteção, e várias lideranças morreram este ano sem a devida assistência. A situação é realmente muito preocupante.

Aldeia Yupirungá, etnia Karapãna, região do Rio Tarumã-Açú em Manaus. Foto: Comunidade Anglicana de Manaus

Segundo o site da APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), em 26 de outubro havia 37.777 casos confirmados de Covid-19 entre pessoas indígenas, 862 indígenas morreram e 158 é o número de Povos indígenas afetados pela Covid-19 até esta data. O Estado com o maior número de pessoas indígenas contaminadas e também com o maior número de mortes é o Estado do Amazonas.

Nas Comunidades Quilombolas na região da Amazônia, segundo pesquisa da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) a taxa de letalidade da doença chega a 17%, enquanto a média mundial fica entre 0,9% e 1,2%. Isso torna visível o fato de que o discurso irresponsável e a tentativa de minimizar as consequências da Covid-19, bem como a falta de ações rápidas, têm um impacto direto nas vidas das comunidades mais empobrecidas.

Os dados acima denotam um processo de necro-política (política de morte) voltado a matar simbólica e fisicamente as populações vulneráveis. Como se já não bastasse, estamos agora às portas do julgamento do Marco Temporal pelo STF. Precisamos mais do que nunca ter consciência de que o que está em jogo é o reconhecimento ou a negação do direito à terra, que é o direito mais fundamental para os povos indígenas. Essa decisão irá impactar o futuro de centenas de populações indígenas, e pode dificultar ainda mais as demarcações, indispensáveis à sobrevivência das populações indígenas. Nos aproximamos deste julgamento sabendo que o silêncio, as ironias, a intenção de minimizar as consequências de um julgamento favorável à tese defendida por ruralistas se configuram em uma estratégia sistemática de um governo que defende a flexibilização das leis e faz vistas grossas para a violência resultante de invasões e atividades ilícitas, como grilagem de terras, garimpo e extração madeireira em terras ora protegidas.

Como resultado desta conjuntura o mundo está assistindo as labaredas consumirem parte da floresta que contém a maior diversidade biológica e cultural do planeta, bem como a morte das populações da floresta.

Como Igreja cristã, encravada neste chão amazônico, a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, através da Diocese Anglicana da Amazônia, repudia essa conjuntura de morte, denuncia todas as atitudes de desrespeito socioambiental, e busca testemunhar por palavras e obras a vivência do amor e a busca de vida plena para todas as pessoas segundo o mandamento de Cristo. Por isso tem buscado se solidarizar com a dor e o sofrimento dos povos na Amazônia, sendo presença amiga e consoladora para as famílias indígenas enlutadas, e para comunidades em extrema vulnerabilidade. E isso significa ter coragem e ousadia de colocar-se como voz profética em defesa da vida e somar forças para que os direitos das populações mais vulneráveis sejam respeitados, bem como acompanhar essas comunidades de forma amiga e solidária.

Foi o que aconteceu durante o funeral de uma liderança indígena que faleceu por complicações da Covid-19 nos arredores de Manaus. O Senhor Paulino, da etnia Karapãna, era membro de uma outra igreja e seus pastores se recusaram a acompanhar o seu funeral e seus familiares por conta da distância, haja vista que seu corpo teria de ser transladado para sua aldeia afim de ser enterrado ali, no meio da selva, oito horas de viagem subindo o Rio Negro até chegar ao Rio Cuieiras. Mas o irmão Iuri Lima, anglicano de Manaus, cheio de ardor missionário se dispôs a ir, a orar com a família do cacique que havia morrido, a consolá-los e ser um signo da presença anglicana naquele local e naquele momento de tristeza. Encontrar e contemplar a vida divina no mais profundo da realidade é uma missão de esperança, confiada aos anglicanos e anglicanas.

A presença e a missão da Diocese Anglicana da Amazônia nos fazem entender que Amazônia é uma terra de sofrimento e redenção. Estar junto ao povo de Deus é uma experiência de seguimento ao Cristo que carrega a cruz, e isso significa que devemos abrir-nos, com Ele, a todo tipo de sede que aflige, hoje, a humanidade. Cristo é o alimento por excelência, a resposta a toda fome e a toda sede. É o pão da vida que ao saciar os famintos os congrega e os põe em comunhão. Junto a Jesus ninguém passa fome. E ele nos chama, nos envia aos mais empobrecidos e nos manda: “Dai-lhes vós mesmos de comer!” (Lucas 9. 13).

No dia 31 de agosto, a Comunidade Anglicana de Manaus, com a ajuda do Fundo do Arcebispo da Cantuária, o intermédio do Serviço Anglicano de Diaconia (SADD) da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e o aporte logístico da Diocese Anglicana da Amazônia, realizou a entrega de cestas básicas à famílias indígenas do entorno da capital amazonense que ainda estão sofrendo com os grandes impactos da pandemia da Covid-19. Com esta ação social e missionária a diaconia Anglicana em Manaus conseguiu contemplar famílias de cinco (5) comunidades indígenas de diferentes etnias: Associação de Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro, Comunidade indígena Wotchimaücü (Tykuna), Parque das Tribos (Tarumã), Comunidade Indígena do Tarumã-Açú (Aldeia Gavião e Aldeia Yupurangá) e algumas famílias indígenas que habitam a região do Rio Cuieiras.

A missão anglicana na Amazônia supõe o serviço da fé e a promoção da justiça; nunca uma sem a outra. As pessoas necessitam de alimento, de alojamento, de amor, de verdade, de relacionamento, de significado para as suas vidas, de promessa, de esperança. Os seres humanos precisam de um futuro no qual possam assegurar a sua plena dignidade. Isso já está presente no centro da missão de Cristo, missão que, como era particularmente evidente no Seu ministério de curar, era sempre mais que física. A nossa missão de anglicanos e anglicanas no coração da Amazônia encontra a sua inspiração neste ministério de Jesus.

Seguindo a Jesus, nos sentimos chamadas e chamados não somente a levar ajuda direta às pessoas que sofrem, mas também a restaurar a integridade das pessoas, reincorporando-as na comunidade e oferecendo apoio pastoral. É aqui que, ajudados e ajudadas pela graça e pondo em ação todas as nossas capacidades, dons e talentos disponíveis, procuramos oferecer-nos totalmente, a Deus, para o Seu maior serviço.

* A publicação desse texto faz parte das ações parte das ações da iniciativa Diálogo ecumênico e interreligioso pela Amazônia, coordenado por Koinonia e CREAS e visa fortalecer iniciativas ecumênicas e interreligiosas pela dignidade humana no Brasil, Bolívia, Colômbia e Peru, promovendo análises compartilhadas e ações conjuntas.

Funções dos vereadores e prefeitos

Você já pode escutar o 3º episódio do programa em áudio Fala Egbé: Funções dos vereadores e prefeitos

Neste terceiro episódio, representantes das comunidades quilombolas do Baixo Sul da Bahia falam sobre suas visões em relação às funções dos vereadores e prefeitos, e como elas querem ser representadas.

Quais as obrigações do prefeito, quais as obrigações dos vereadores, como eles devem agir para atender às necessidades das comunidades, quais comportamentos são inadequados, como escolher um candidato são alguns dos assuntos debatidos no programa.

Agradecemos a participação das nossas companheiras de Camamu: Maria Andrelice (Comunidade Dandara dos Palmares), Maria Jacinta (Dandara dos Palmares), Ana Célia Pereira (Barroso) e Maria Lúcia (Barroso).

Apresentação: Camila Chagas, advogada, educadora popular e colaboradora do Koinonia.

Gostou? Encaminhe o programa para os contatos da sua rede e ajude a divulgar! Compartilhe todas essas informações com a maior quantidade de pessoas que você conseguir.

Se quiser relatar algo sobre a sua comunidade ou sugerir um tema, basta enviar uma mensagem para o e-mail da nossa comunicadora, Natália Blanco: comunica@koinonia.org.br

Ouça o podcast:

Fundamentalismos, crise na democracia e ameaça aos direitos humanos na América do Sul é tema de pesquisa publicada por Koinonia

De autoria da jornalista, doutora em Ciências da Comunicação e associada de Koinonia, Magali Cunha, o estudo, publicado nos idiomas português, espanhol e inglês, retrata o fenômeno dos fundamentalismos nos países Argentina, Brasil, Colômbia e Peru.

Por Luciana Faustine

O livro “Fundamentalismos, crise da democracia e ameaça aos direitos humanos na América do Sul: tendências e desafios para a ação”, de autoria da pesquisadora Magali do Nascimento Cunha, foi publicado no último dia 14 de outubro, no site de Koinonia Presença Ecumênica e Serviços, na versão ebook e está disponível gratuitamente.

A publicação é fruto dos resultados da pesquisa coordenada por Magali,  que tem foco no fenômeno fundamentalista e seus efeitos em quatro países Sul-americanos: Argentina, Brasil, Colômbia e Peru.

“A pesquisa é uma iniciativa do Fórum Ecumênico da ACT Aliança na América do Sul (FESUR), nascida da preocupação de igrejas e organizações baseadas na fé com essas mutações observadas no continente, avaliadas como reflexos de diferentes expressões de fundamentalismo”, conta a autora.

Ao longo da obra o tema é exposto por meio de três capítulos, escritos com base em levantamento bibliográfico, entrevistas com especialistas, grupos focais e entrevistas grupais com ativistas sociais.

Nos capítulos a autora expõe “Os fundamentalismos como fenômeno religioso-político na América do Sul” , “Tendências fundamentalistas na região” e Possíveis estratégias de resposta”, nesse último, são apresentadas dez possibilidades de estratégias de resposta que podem ser dadas por parte das igrejas e OBFs, a esta realidade dos fundamentalismos político-religiosos.

“Este livro é uma contribuição de FESUR para a reflexão de como o avanço dos fundamentalismos se manifesta na América do Sul, tendo em vista as práticas das organizações que atuam pela causa dos direitos humanos e pela realização plena do Estado democrático de direito, a fim de torná-las mais eficazes na resposta a esse fenômeno social”, finaliza Magali.

Leia a publicação:

Português: Fundamentalismos, crise da democracia e ameaça aos direitos humanos na América do Sul: tendências e desafios para a ação

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Español: Fundamentalismos, crisis de la democracia y amenaza a los derechos humanos en América del Sur: tendencias y desafios para la acción

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English: Fundamentalisms, the crisis of democracy and the threat to human rights in South America: trends and challenges for action

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[Espanõl – Português – English] Fundamentalismos, crise da democracia e ameaça aos direitos humanos na América do Sul: tendências e desafios para a ação

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Español: Fundamentalismos, crisis de la democracia y amenaza a los derechos humanos en América del Sur: tendencias y desafios para la acción

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Português: Fundamentalismos, crise da democracia e ameaça aos direitos humanos na América do Sul: tendências e desafios para a ação

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English: Fundamentalisms, the crisis of democracy and the threat to human rights in South America: trends and challenges for action

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Fundamentalismos, crise da democracia e ameaça aos direitos humanos na América do Sul: tendências e desafios para a ação

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Transformações na arena pública em termos sociopolíticos, econômicos, culturais e ambientais, na América do Sul, observadas durante as últimas duas décadas, têm gerado preocupação, provocado reflexões e evocado planejamento de ações de enfrentamento da parte de organizações que atuam na defesa dos direitos humanos e ambientais. Isto ocorre por serem mutações, no contexto de diferentes países, na forma de reações a avanços e conquistas no campo dos direitos de trabalhadores, de mulheres e de minorias sociais, seguidos de retrocessos e obstáculos políticos de diversas ordens.

A pesquisa “Fundamentalismos, crise da democracia e ameaça aos direitos humanos na América do Sul: tendências e desafios para a ação” é uma iniciativa do Fórum Ecumênico ACT Aliança Sulamericano (FESUR). O projeto nasceu da preocupação de igrejas e organizações baseadas na fé (OBFs), articuladas por meio da ACT Aliança, com essas mutações observadas no continente, avaliadas como reflexos de diferentes expressões de fundamentalismo.

Estas preocupações foram indicadas na Conferência Global sobre a América Latina e o Caribe, (Guatemala 27 a 29 de março de 2019), com integrantes dos Fóruns da ACT Aliança do Brasil, da Argentina, do Peru e da Colômbia.

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