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Quilombo da Marambaia recebe a Medalha Chico Mendes de Resistência 2026

O Quilombo da Ilha da Marambaia, localizado em Mangaratiba, no Rio de Janeiro, será um dos homenageados com a Medalha Chico Mendes de Resistência 2026, uma das mais importantes honrarias no campo dos direitos humanos.

Organizada pelo Grupo Tortura Nunca Mais-RJ em parceria com diversas entidades, a medalha reconhece ativistas, organizações e trajetórias comprometidas com a defesa da democracia, da memória e da justiça social. Tradicionalmente realizada no dia 1º de abril, data que marca o golpe militar de 1964 e simboliza a necessidade permanente de denúncia e resistência, a cerimônia acontecerá no dia 30 de março, na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro.

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Destruir para dominar: ataque ao patrimônio cultural brasileiro em marcha

A estupidez não é apenas uma pobreza do pensamento. Não se limita à incapacidade intelectual. Envolve coisa pior: incorpora o ódio. Carrega em seu seio uma aversão à inteligência, uma ojeriza à cultura.

O imbecil furioso se sente incomodado por tudo que chama à reflexão. Detesta a ciência, tem repugnância pela arte. Odeia a beleza que é incapaz de fruir. Como nada consegue criar, consagra-se à destruição. O cultivo da memória social aborrece o homem castrado pela estupidez. Ele abraça, portanto, o programa neofascista, que requer a mutilação da história. O vandalismo é sua única competência.

NOTÍCIAS Koinonia (4)

Mulheres vivas: para além do 8 de março

Há cinco anos, entramos em pânico diante da constatação de que estávamos vivendo uma pandemia. Ninguém sabia ao certo o que aquilo significava, mas, aos poucos, fomos tomando consciência de que se tratava de algo perigoso, assustador e mortífero. Embora houvesse pessoas que negassem o fato, ele estava dado e fazia estragos em diversas partes do mundo, impulsionando as pesquisas científicas em busca de antídotos e soluções para aquela crise sem fronteiras.

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KOINONIA participa da I Caminhada de mulheres evangélicas que mobiliza Salvador contra o feminicídio

No dia 7 de março, mulheres de diversas confissões de fé participaram da I Caminhada das Mulheres Evangélicas contra o Feminicídio, realizada entre a Praça do Campo Grande e a Praça da Piedade, em Salvador (BA). Durante o percurso, aconteceram falas em defesa do direito à vida e pelo enfrentamento ao feminicídio, intercaladas por momentos de louvor.

A atividade foi organizada pelo movimento Evangélicas contra o Feminicídio, em parceria com diversas organizações, coletivos e igrejas, entre elas Empodere sua Irmã, Cuxi Coletivo Negro Evangélico, MUPPS, CESE, Rede de Mulheres Negras Evangélicas, 8M Bahia, Movimento Negro Evangélico da Bahia e KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço, entre outras iniciativas de mulheres de fé comprometidas com a defesa da vida e o enfrentamento da violência de gênero.

Ritual de oferendas aos orixás

Licença para chegar e partilhar um pouco… 

O texto discute o racismo ambiental como uma expressão do racismo estrutural que afeta diretamente comunidades quilombolas na Bahia. Esse fenômeno ocorre quando impactos ambientais negativos — como poluição, contaminação da água, uso intensivo de agrotóxicos, mineração e degradação dos territórios — recaem de forma desproporcional sobre populações negras e tradicionais, muitas vezes sem que elas participem das decisões sobre o uso de seus próprios territórios.

Na Bahia, onde existem mais de 800 comunidades quilombolas, essas populações enfrentam conflitos fundiários, demora na titulação das terras, ausência de políticas públicas e violência contra lideranças. Apesar disso, o artigo destaca as formas de resistência quilombola, que incluem organização política, articulação com movimentos sociais, práticas agroecológicas, fortalecimento da educação comunitária e a preservação da espiritualidade e da ancestralidade.

Resistência e luta pela terra

Racismo Ambiental e Resistência Quilombola na Bahia

Este artigo analisa o cenário do racismo ambiental enfrentado pelas comunidades quilombolas na Bahia, destacando as múltiplas formas de resistência articuladas por essas populações. A partir de uma perspectiva crítica e interseccional, o texto evidencia como a violência ambiental é uma extensão do racismo estrutural no Brasil, atingindo de forma desproporcional povos negros e tradicionais. Ao mesmo tempo, reconhece o protagonismo quilombola na luta por justiça ambiental, territorialidade e direitos ancestrais.

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Terreiro Olufanjá recepciona o evento de Lançamento da Cartilha de Assistência Religiosa de Matriz Africana

No dia 28.01.26 (quarta), no Terreiro Olufanjá, localizado no bairro de Tancredo Neves, em Salvador, ocorreu o lançamento da cartilha “Assistência Religiosa de Matriz Africana”, material elaborado a partir de lideranças que fizeram o trabalho de assistência religiosa, assessoradas por KOINONIA, no Conjunto Penal Feminino de Salvador. O evento contou com a presença da ouvidora-geral da Defensoria Pública do Estado da Bahia, Tamikuã Pataxó, que explicou o trabalho da ouvidoria e sua atuação junto a população vulnerabilizada. Apontou a perspectiva de trabalho junto às internas no Conjunto Penal Feminino de Salvador e as frentes de trabalho da defensoria pública. As cartilhas foram compartilhadas entre os presentes, oportunidade em que foi aberta às falas, tiradas dúvidas e informado sobre o trabalho de formação com as agentes penais e com as lideranças religiosas de matriz africana no primeiro semestre de 2026.