Terreiro de Umbanda é atacado durante cerimônias em São Bernardo do Campo e reacende alerta sobre intolerância religiosa

Um terreiro de Umbanda localizado em São Bernardo do Campo, na região do ABC Paulista, foi alvo de ataques durante a realização de cerimônias religiosas, evidenciando mais um caso de intolerância religiosa no país.

O Terreiro Flechas da Aruanda sofreu duas investidas em segundas-feiras consecutivas, ambas por volta das 22h. Durante os rituais, pedras e garrafas de vidro foram arremessadas contra o telhado do espaço, causando danos estruturais e colocando em risco cerca de 40 pessoas que participavam das atividades, entre elas crianças e idosos.

Apesar do susto e do clima de tensão, não houve registro de feridos. Ainda assim, os episódios interromperam momentos sagrados da comunidade e geraram medo entre os frequentadores.

Relatos indicam que situações semelhantes têm ocorrido na região do ABC Paulista, apontando para um cenário preocupante de violência direcionada a espaços religiosos de matriz africana. Durante a semana do Dia da Consciência Negra de 2025, o apresentador Dote Rique Badàgri afirmou, por meio de vídeo, que também teve seu terreiro atacado por vizinhos, reforçando a recorrência desse tipo de crime.

Os casos reacendem o debate sobre a intolerância religiosa no Brasil, que atinge de forma direta religiões como a Umbanda e o Candomblé. Especialistas e lideranças religiosas apontam que esses ataques estão frequentemente associados ao racismo religioso, uma forma de discriminação que combina preconceito racial e intolerância de fé.

A Constituição Federal brasileira garante a liberdade de crença e o livre exercício dos cultos religiosos. No entanto, episódios como este demonstram que, na prática, comunidades tradicionais ainda enfrentam violência, perseguição e desrespeito.

O caso ocorreu no estado de São Paulo e reforça a necessidade de medidas efetivas de proteção aos territórios religiosos, além da responsabilização dos autores.

Organizações da sociedade civil e movimentos sociais têm cobrado ações mais rigorosas por parte das autoridades, bem como políticas públicas que promovam o respeito à diversidade religiosa e o combate ao racismo religioso.


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Fonte: Blé News, em 26 de março de 2026

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