Time de Suporte Rápido de ACT começa trabalho no Rio de Janeiro

Márcia Evangelista

Na primeira grande ação da Aliança ACT no Brasil, os integrantes do Time de Suporte Rápido (TSR) começaram a avaliação técnica da situação de calamidade na região serrana no Rio de Janeiro. Na sexta-feira, 28, finalizaram o pré-apelo que descreve ações de apoio às vítimas, planejadas pelos parceiros locais – as comunidades da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e a Associação de Agricultores Biológicos (ABIO) –. O documento, elaborado em conjunto com assessores da organização brasileira KOINONIA, que está à frente deste trabalho, foi repassado para análise do escritório de ACT, em Genebra (Suíça).

Finalizada a elaboração do pré-apelo, Linda McClintock-Tiongco e Nancy Quan, que integram o TRS, Lucia Helena (ABIO) e Rafael Soares e Marília Scüller, de KOINONIA, estão visitando os municípios atingidos pela tragédia. “Precisamos ver de perto e entender o que aconteceu”, confirmou Linda, assessora na Christian Aid, agência internacional sediada na Inglaterra, que é membro da Aliança ACT. Linda atua há 13 anos na área de ajuda humanitária e acompanhou durante um ano o trabalho no Sri Lanka, depois do tsunami de 2004. “Nossos parceiros vão ter perguntas e é preciso responder com propriedade”, disse.

Depois de aprovado o documento, KOINONIAterá duas semanas para escrever o apelo final, com mais detalhamento, incorporando ajustes e sugestões. O apelo será distribuído entre os membros de ACT para a captação de recursos que visam apoiar as atividades previstas pelas comunidades da IECLB e pela ABIO.

“É importante ressaltar que incluímos somente atividades que atendem diretamente as vítimas e contemplam a sociedade civil, e não grupos específicos”, esclareceu Linda.

Nancy Quon vive atualmente em Honduras e também tem uma longa experiência em situações de emergência. Assim com Linda, é a primeira vez que vem ao Brasil. “Ao mesmo tempo em que estamos repassando nosso conhecimento e capacitando as equipes brasileiras, estamos aprendendo muito”, disse ela. “É sempre um desafio trabalhar em países com culturas, infraestrutura, clima, custo de vida e pessoas diferentes”, avaliou.

O terceiro integrante do TRS é o jornalista brasileiro Gustavo Bonato. Ele esteve no local, entrevistando algumas pessoas que falaram sobre a tragédia. “A Comunicação é essencial em todo esse processo, para chamar atenção nacional e mundial para o que aconteceu. É sabido que uma imagem fala mais do que mil palavras”, lembrou Linda. O Brasil ainda está bastante fora do circuito internacional de mídia no que se refere a desastres e emergências. A BBC, por exemplo, só tem noticiado as enchentes na Austrália, que causaram muito menos estragos do que o ocorrido aqui.

 “As catástrofes resultantes de mudanças climáticas estão se tornando cada vez mais frequentes”, lembrou Nancy. E não só no Brasil. “Precisamos pensar além das emergências”, disse. Para isso, é preciso investir pesado em pesquisas e na ciência, com o objetivo de prevenir os desastres e não esperar que aconteçam.

 

Relembrando: o Sínodo Sudeste disponibilizou uma conta bancária para doações. Seu auxílio continua sendo muito necessário:

Conta Bancária Sínodo Sudeste – IECLB, CNPJ 02511070/0001-30

Banco Itaú

Agência 0057

Conta corrente 48031-1

Os depósitos devem ser informados pelo endereço sinodosudeste@luteranos.com.br

 

Fotos: Gustavo Bonato/ACT

Fonte: Fundação Luterana de Diaconia

 

 

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