Solidariedade a Angola e Moçambique

Márcia Evangelista

Uma equipe de representantes de igrejas de Portugal, Suíça e Brasil realizam de 18 a 28 de julho, uma visita de solidariedade às igrejas, organizações ecumênicas e outras organizações da sociedade civil de Angola e Moçambique.

A delegação ecumênica é composta por Dr. David Valente, secretario geral da Igreja Evangélica Presbiteriana de Portugal, Anja Michel, Igrejas Reformadas de Berna-Jura-Solothurn, Suíça e Marilia Schüller, Assessora do Programa Redes Ecumênicas e da Sociedade Civil/RESC, de KOINONIA, e Missionária da Igreja Metodista Unida, Brasil.

O grupo, que viaja como uma equipe de “Cartas Vivas”, representando o Conselho Mundial de Igrejas (CMI), passará cinco dias em cada um dos países que compartilham algumas características históricas comuns do domínio colonial: a independência, a guerra civil, a reconstrução. Em ambos os países as igrejas estão comprometidas nos esforços em vista da reconciliação e superação da violência. Em Angola, os visitantes serão acolhidos pelas Igrejas Cristãs de Angola (CICA) e o Conselho Cristão de Moçambique (CCM) receberá a equipe de “Cartas Vivas” na segunda etapa de sua visita.

Cartas Vivas

“Cartas Vivas” são pequenas equipes ecumênicas que visitam um país para escutar, apreender, compartilhar, planejar e ajudar a enfrentar os desafios para superar a violência, promover a paz e rezar por ela. Organizam-se nos contextos do Decênio do CMI para superar a violência com o objetivo de preparar a Convocatória Internacional pela Paz em 2011.

Angola

Após conquistar sua independência de Portugal, em 1975, o país padeceu durante 27 anos de uma guerra civil que causou centenas de milhares de mortes, devastando sua economia e infra-estrutura. Não obstante no auge atual da reconstrução pós-guerra, a maior parte da população continua vivendo na pobreza.

Moçambique

Pouco depois de alcançar a sua independência de Portugal em 1975, Moçambique se viu envolvido numa luta contra o domínio branco que acontecia nas vizinhas África do Sul e Rodésia [atual Zimbawe]. Até que conseguiu estabelecer um acordo político em 1992, a guerra e a fome causaram a morte de cerca de um milhão de pessoas. Entre 2000 e 2002, o país sofreu sucessivas inundações e uma grave e prolongada seca. Atualmente, o crescimento econômico é rápido, ainda que predomine a pobreza.

 

A partir de matéria publicada por Ecllesia News

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