Preservação da história dos terreiros

Manoela Vianna e Helena Costa

Durante o mês de setembro o Programa Egbé –Territórios Negros desenvolveu dois treinamentos de preservação de documentação voltados para terreiros atendidos por KOINONIA.

Reciclando informações

No dias 25 e 26 de setembro a equipe do Programa Egbé – Territórios Negros e a Bibliotecária de KOINONIA, Andréa Carvalho, promoveram, em Salvador, uma oficina de reciclagem do treinamento de preservação de documentação. A atividade foi realizada com voluntárias de cinco terreiros atendidos pelo programa: Ilê Axé Abassá de Ogum, Ilê Axé Iyá Nassô Oká, Ilê Axé Odé Tola e Manso Dandalunda Cocuazenza.

Treinamento no Terreiro São Roque

Nos dias 27 e 28 de setembro, voluntárias das primeiras capacitações de preservação repassaram o mesmo treinamento que receberam no terreiro São Roque, com o apoio da equipe do Egbé. Além do trabalho de multiplicadoras, a capacitação nessa casa teve outro diferencial: a utilização da informática para acelerar o processo de organização documental. Duas voluntárias do terreiro São Roque foram capacitadas.

Início do Caminho

Com o objetivo de preservar a cultura e a história do candomblé, criando centros de memória, KOINONIA desenvolveu em 2005 um projeto piloto de preservação da documentação nos terreiros atendidos pelo Programa Egbé – Territórios Negros.

Assim, foram organizados treinamentos de preservação de documentação em quatro terreiros: Dandalungua Cocuazenza, Ilê Axé Iyá Nassô Oká, Ilê Axé Odé Tola e Ilê Axé Abassá de Ogum. Esses treinamentos consistem em transmitir a importância da preservação do acervo acumulado e em capacitar voluntários de cada casa para o processamento técnico que envolve a organização do patrimônio de bibliotecas, arquivos e museus.

A partir das iniciativas-piloto, KOINONIA desenvolveu uma técnica apropriada de capacitação que já apresenta resultados na organização atual dos acervos de terreiros já atendidos: Os terreiros: Ilê Axé Iyá Nassô Oká – Casa Branca, Ilê Axé Abassá de Ogum e Oká Ilê Axè Ode Tola, estão realizando o processamento técnico de seus acervos. Já o terreiro Manso Dandalungua Cocuazenza concluiu o processamento técnico de sua documentação e começou a captação de novas publicações.

Além dos avanços na organização dos acervos dos terreiros, as capacitações formaram multiplicadoras que ampliarão o trabalho de preservação da história do candomblé para outras casas.

 

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