Memória Fotográfica: Ilha da Marambaia, ensaio de Daniela Yabeta

Manoela Vianna

 O Observatório Quilombola de KOINONIA acaba de publicar o ensaio fotográfico da historiadora Daniela Yabeta. As fotos foram tiradas durante duas visitas que Daniela fez a Ilha da Marambaia, entre março e maio de 2012. Daniela é aluna de doutorado da Universidade Federal Fluminense (UFF). 

 
“Em 1847 a Marambaia (incluindo fazendas e escravos) foi comprada pelo comendador Joaquim José de Souza Breves (1804-1889). Com a proibição ao tráfico de escravos para o Brasil (1831), a ilha passou a ser utilizada por ele como porto clandestino de desembarque de africanos. De acordo com a documentação do tribunal da Auditoria Geral da Marinha, entre 1850-1851, cerca de 940 africanos foram apreendidos na Marambaia suspeitos de serem recém desembarcados, a maioria deles procedente do Congo, Cabinda e Benguela. Após a abolição da escravidão no Brasil (1888) e após a morte do comendador Breves (1889), os ex-escravos continuaram vivendo na ilha. Os moradores da comunidade contam que antes da sua morte, Joaquim Breves doou as terras da ilha para as famílias de libertos que continuaram vivendo por lá, no entanto, essa doação nunca foi concretizada legalmente. […]”
 
Leia o texto na íntegra e veja as fotos em: http://migre.me/brRq5
 
Sobre o  Observatório Quilombola:
 
Criado por KOINONIA que atua junto às comunidades negras rurais e quilombolas desde 1999, o Observatório Quilombola é um espaço dedicado a reunir informações e análises relativas a essas populações.
 
KOINONIA acredita que a troca de informação entre as comunidades, acadêmicos, estudantes, juristas e outros setores da sociedade é fundamental na luta pela garantia dos direitos das comunidades remanescentes de quilombo. Nesse sentido, o Observatório Quilombola foi criado em 2005 e agora apresentamos uma nova versão do portal.
 
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