KOINONIA e CONAQ

Manoela Vianna

Mais de vinte comunidades de todas as regiões do País reuniram-se de 6 a 9 de novembro no Rio de Janeiro para o seminário de Fortalecimento Institucional da CONAQ (Coordenação de Articulação Nacional de Comunidades Rurais Quilombolas). O evento foi promovido pela Coordenação e pelo Centro pelo Direito à Moradia contra Despejos (COHRE). Além dos quilombolas, participaram do encontro entidades como KOINONIA, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra e representantes de comunidades tradicionais do Suriname.

Entre os objetivos do seminário estava a discussão de um Projeto de Fortalecimento Institucional da CONAQ. Os quilombolas também analisaram o contexto de luta pelos direitos das comunidades, identificando avanços, limites e riscos. Militante do movimento negro rural há 13 anos, Borges, quilombola de Alcântara (Maranhão), acredita que a realização do seminário “consolida a luta pela conquista dos direitos das comunidades”.

Após uma celebração de boas vindas, o seminário foi aberto por Jô Brandão, assessora da CONAQ. Segundo ela, o fortalecimento institucional da entidade é um processo complexo, mas necessário; “por isso um evento como esse é essencial”.

Durante os três dias do evento foram realizados painéis nos quais os participantes tiveram a oportunidade de conhecer diferentes experiências, como as das comunidades afro Marrons, do Suriname, e as do MST. Além disso, os quilombolas expuseram as conjunturas regionais de cada comunidade e promoveram debates.

 

Comunidades presentes no Seminário de Fortalecimento Institucional da CONAQ:

Brechal (MA), Campinho (RJ), Capoeira (RN), Carrapato (MG) Conceição das Crioulas (PE), Guajará –Mirí (PA), Iguapé do Lago Santo (AP), Invernada dos Negros (SC), Ivaporunduva (SP), Marambaia (RJ), Matão (PB), Paiol de Telha (PR), Quilombola de Bom Despacho (MG), Quilombo de Lagoa de Ramo e Goiabeira (CE), Rincão dos Martimianos (RS), Rio das Rãs (MG), Sabobro (MA), Tapuio (PI), Tartaruga (MG), Territórios Étnicos de Alcântara – Alcântara (MA).

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