Justiça à Dorothy Stang

Manoela Vianna

KOINONIA está em vigília devido ao julgamento dos acusados de matar a missionária Dorothy Stang, que começou hoje em Belém. Solidários aos cerca de 500 trabalhadores, lideranças dos movimentos sociais e religiosos, acampados em frente ao Tribunal de Justiça do Pará, esperamos que se faça Justiça a ela e à causa da verdadeira Reforma Agrária no Brasil.

A expectativa é que a sentença saia até amanhã, 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. Os acusados são réus confessos e respondem por homicídio duplamente qualificado, crime com pena máxima de 30 anos de reclusão.

A Irmã Dorothy Stang, americana naturalizada brasileira, foi uma das lideranças popular mais atuantes do município de Anapu (PA). Desde 1966, Dorothy defendia causas ambientais, agrárias e os direitos humanos, enfrentando interesses de madeireiros e fazendeiros. O crime ocorreu em 12 de fevereiro desse ano, após ameaças de morte serem denunciadas pela própria freira as autoridades competentes.

Assassinatos como de Dorothy Stang são comuns no Pará, estado campeão de conflitos de terra,violência e impunidade. As vitimas em geral são trabalhadores rurais, sindicalistas, religiosos, agentes pastorais e outras lideranças. O caso da missionária, de acordo com a CPT, é o primeiro a ser julgado entre 18 assassinatos ocorridos neste ano no Pará, em decorrência de conflitos agrários.

A vigília por justiça no caso de Dorothy Stang representa a luta pela defesa dos direitos humanos, contra a impunidade e violência no campo.

Comitê Dorothy Stang

Criado após a morte da freira, o Comitê Dorothy Stang tem o objetivo dar continuidade as ações da irmã na luta pela Defesa dos Direitos Humanos e de Justiça sócio-ambiental.

Conheça o site do Comitê: www.comitedorothy.cjb.net.

 

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