Destaques do Boletim Epidemiológico 2006

Ester Almeida

Uma boa notícia é que os números mostram queda acentuada nos casos de transmissão vertical – quando o HIV passa da mãe para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação. A redução foi de 51,5% entre 1996 e 2005. Naquele ano, foram registrados 1.091 casos, e no ano passado, 530 casos.

Nas pessoas com 50 anos ou mais, observa-se tendência de crescimento da epidemia. Entre 1996 e 2005, na faixa etária de 50 a 59 anos, a incidência entre os homens passou de 18,2 para 29,8 a cada 100 mil habitantes. Entre as mulheres, cresceu de 6,0 para 17,3. No mesmo período, houve aumento da taxa de incidência entre pessoas com mais de 60 anos.

Na população masculina, há discreta queda na incidência para cada grupo de 100 mil habitantes. Era de 22,5 em 1996 e baixou para 21,9 em 2005. Nos homens, observa-se diminuição nos casos entre homossexuais e aumento entre bissexuais e heterossexuais. Nesse último grupo, em 1996, o percentual em relação ao número total de casos foi de 22,5%. Em 2005, passou para 44,2%.


Nas mulheres, a incidência da doença saltou de 9,3 em 1996 para 14,2 em 2005. Há quedas discretas no número de casos em crianças menores de cinco anos, nas adolescentes e nas adultas de 20 a 29 anos. Nas mulheres com mais de 30 anos, há aumento em todas as faixas etárias, confirmando o crescimento do número de casos de Aids na população feminina, observado a partir da década de 1990.


Usuários de drogas – Entre os usuários de drogas injetáveis, o número de casos de Aids segue em queda. Em 1996, os 4.852 casos notificados entre essa população correspondiam a quase um terço do total de casos de Aids registrados no país. Em 2005, foram registrados 1.418 casos – uma redução de 71%.

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