Ato ecumênico em apoio a Santa Teresa

Carolina Maciel

Iluminando os trilhos com Justiça: com este tema a Paróquia anglicana São Paulo Apóstolo, em parceria com KOINONIA – Presença Ecumênica e Serviço e a Associação de Moradores de Santa Teresa – AMAST reuniu no dia 26 de novembro líderes e membros de diversas organizações religiosas: anglicanos, batistas, católicos, metodistas, luteranos, candomblecistas e budistas num ato ecumênico e inter-religioso solidário à comunidade de Santa Teresa, que sofre com o descaso governamental, três meses após o acidente do bonde.

O ato ecumênico contou com a seguinte programação, debatendo:
  • 14h – O bonde do Getúlio – estaciona no Largo do Guimarães, chamando atenção para o ATO da noite. Foi um sucesso esse bonde no dia do bloco na Lapa, com crianças e adultos querendo tirar foto. Estarão à venda bottons, camisetas e adesivos.
  • 17h às 19h – O carro de som vai rodar o bairro chamando para o Ato e depois se dirige para o local do acidente, onde será montado um espaço de apresentação dos cantores? Glória Calvente, Lúcio Sanfilipo, Ivone Torres e Paulo Raymundo.
  • 19h – Caminhada com velas – traga a sua com um suporte de papel alumínio. Criamos ontem um mantra para ser entoado. uma procissão de velas sairá do Largo do Guimarães, às 19h, e seguirá até o local do acidente, iluminando “os trilhos da injustiça” com suas luzes e canções.
  • 20h – Apresentações musicais e oração final.
  • 21h – Encerramento.
Manifesto: O Bonde que queremos para Santa Teresa
Para Santa Teresa, o bonde é o meio de transporte público que melhor se adéqua às ladeiras e ao traçado de suas ruas. Por isso deve voltar a funcionar no mais curto prazo. A circulação intensa de ônibus pelo bairro gera acidentes freqüentes, danifica as estruturas das casas, estraga o calçamento histórico das ruas e polui o ar.
O bonde que queremos:
  1. É, antes de tudo, destinado a atender as necessidades cotidianas de transporte público dos moradores do bairro, mas pode servir como opção de lazer para os turistas que nos visitam;
  2. Funciona das 5h às 24hs;
  3. Circula com intervalo máximo de 10 em 10 minutos, em cada uma de suas linhas, no horário de pico;
  4. Deve ter passagem mais barata que a do ônibus;
  5. É integrado aos demais transportes da cidade (Riocard);
  6. Tem gratuidade similar à dos demais transportes públicos;
  7. É um bonde aberto. Seu projeto preserva ao máximo as características do modelo original, de 1895, sem comprometer a segurança;
  8. Tem todo o sistema recuperado: estações, vias aéreas, trilhos e Museu do Bonde;
  9. Tem acesso humanizado para idosos, crianças e pessoas com deficiência;
  10. É silencioso;
  11. Tem duas estações de embarque na cidade: a Estação Nelson Correa da Silva (Petrobras) e a outra na Rua Francisco Muratori;
  12. Tem ramais de operação no Silvestre e na Paula Matos;
  13. Tem um carro especial com finalidade cultural e de utilidade pública;
  14. É avaliado periodicamente pelos usuários e tem gestão transparente;
  15. Mantém os profissionais atuais, preservando os seus direitos e aproveitando-os quando o bonde voltar a funcionar;
  16. Voltará a funcionar no menor prazo possível.
 
Notas
  • Estes itens não são definitivos, estamos colhendo as contribuições dos moradores das comunidades.
  • Um referendo com estes itens, usando urnas eletrônicas em diversos pontos do bairro, será decisivo para o sucesso de nosso pleito. Seja voluntário, colabore em algumas das tarefas necessárias. Envie mensagem para hyltonluz@uol.com.br, em Assunto use a palavra “voluntário”. CONTRIBUE COM SUAS SUGESTÕES! APOIE! DIVULGUE!
 
Saiba mais em “A verdade sobre os bondes, provada com documentos” em:

 

Com informações Jorge Atílio assessor de KOINONIA, coordenador dos programas EDF e TRD

 

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