{"id":749,"date":"2021-06-25T16:00:00","date_gmt":"2021-06-25T19:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/kn.org.br\/amazonia\/?p=749"},"modified":"2021-09-14T15:11:59","modified_gmt":"2021-09-14T18:11:59","slug":"algumas-teologas-indigenas-que-voce-deveria-conhecer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/koinonia.org.br\/amazonia\/blog\/algumas-teologas-indigenas-que-voce-deveria-conhecer\/749\/","title":{"rendered":"Algumas te\u00f3logas ind\u00edgenas que voc\u00ea deveria conhecer"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Compilado e editado por Jocabed Solano e Drew Jennings-Grisham<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Abya Yala<em> significa <\/em>Terra Madura, Terra Viva<em> ou<\/em> Terra Florida<em> e foi o termo usado pelos Kuna, povo origin\u00e1rio que vive na Col\u00f4mbia e no Panam\u00e1, para designar o territ\u00f3rio formado pelo Continente Americano.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>As lutas, lamentos, for\u00e7as, resist\u00eancias e propostas das mulheres ind\u00edgenas s\u00e3o milenares. Cada ponto, cada tecido, cada m\u00fasica, o caminho pelas montanhas, nas canoas pelos rios, lagos e mares de nossa amada Abya Yala nos mostram sua sabedoria. A espiritualidade das mulheres ind\u00edgenas,  atravessadas pelo corpo de ser mulher na M\u00e3e Terra, permite a conex\u00e3o \u00e0 Ruah a partir dos espa\u00e7os concretos da vida, no canto e nas reflex\u00f5es. <\/p>\n\n\n\n<p>Com gratid\u00e3o e alegria compartilhamos as mem\u00f3rias sagradas de nossas irm\u00e3s por meio deste projeto de encontro com mulheres te\u00f3logas crist\u00e3s ind\u00edgenas. Esta cole\u00e7\u00e3o \u00e9 um come\u00e7o para continuarmos encontrando mais mulheres ind\u00edgenas que, atrav\u00e9s de sua identidade como mulheres ind\u00edgenas e sua caminhada como seguidoras de Jesus, nos mostram propostas de vida para a igreja global. Algumas delas estudaram formalmente em algum instituto, universidade ou comunidade de estudos teol\u00f3gicos, mas acreditamos que a teologia e fazer teologia n\u00e3o se limitam aos espa\u00e7os acad\u00eamicos. Em vez disso, transcendem estas maneiras de entender e de fazer teologia. Portanto, nesta pequena compila\u00e7\u00e3o h\u00e1 uma diversidade de abordagens de mulheres que vivem o trabalho teol\u00f3gico em seus contextos. <\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\">Cada uma tem uma hist\u00f3ria e uma forma de entender a vida e a sua f\u00e9 que expande as formas de saber como a Ruah se entrela\u00e7a na vida delas e de tantas mulheres ind\u00edgenas em Abya Yala e em outras terras deste planeta. Convidamos cada uma para se apresentar \u00e0 sua maneira como te\u00f3logas ind\u00edgenas e pedimos a elas que compartilhassem conosco o que elas acreditam ser a contribui\u00e7\u00e3o das mulheres ind\u00edgenas para a igreja, porque elas acreditam que \u00e9 importante ouvirmos suas vozes e tamb\u00e9m para compartilhar um sonho que elas t\u00eam. Se voc\u00ea deseja falar diretamente com elas, algumas forneceram suas informa\u00e7\u00f5es de contato.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sof\u00eda Chipana Quispe<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/kn.org.br\/amazonia\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Hna.-Sofia-Chipana-1024x768.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-761\" width=\"499\" height=\"374\" srcset=\"https:\/\/koinonia.org.br\/amazonia\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Hna.-Sofia-Chipana-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/koinonia.org.br\/amazonia\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Hna.-Sofia-Chipana-300x225.jpeg 300w, https:\/\/koinonia.org.br\/amazonia\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Hna.-Sofia-Chipana-768x576.jpeg 768w, https:\/\/koinonia.org.br\/amazonia\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Hna.-Sofia-Chipana-160x120.jpeg 160w, https:\/\/koinonia.org.br\/amazonia\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Hna.-Sofia-Chipana.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 499px) 100vw, 499px\" \/><figcaption>Sof\u00eda Chipana Quispe, arquivo pessoal.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\">Nascida em La Paz, Bol\u00edvia, Sofia se descreve como uma te\u00f3loga e pesquisadora que por muitos anos teceu sua f\u00e9 crist\u00e3 a partir de sua identidade aymara no caminho de seus ancestrais. Trabalhou com redes dedicadas \u00e0 reflex\u00e3o teol\u00f3gica e \u00e0 articula\u00e7\u00e3o de saberes, saberes e espiritualidades. Durante v\u00e1rios anos acompanhou o projeto Leitura Intercultural da B\u00edblia promovido pelo Instituto Ecum\u00eanico Andino de Teologia (ISEAT), onde ministrou aulas no programa acad\u00eamico e programa pastoral b\u00edblico. Estudou na Universidade B\u00edblica Latino-Americana (UBL, Costa Rica) e \u00e9 membro da Comunidade de S\u00e1bias e Te\u00f3logas Ind\u00edgenas de <em>Abya Yala<\/em> e da Comunidade de Teologia Andina do Peru, Argentina e Bol\u00edvia, que fomenta o encontro entre uma teologia andina e uma teologia crist\u00e3 andina com comunidades de base. Al\u00e9m de muitos artigos, duas de suas publica\u00e7\u00f5es s\u00e3o &#8220;<em>Interpretaci\u00f3n de la Biblia: Herramientas actuales de ex\u00e9gesis y hermen\u00e9utica&#8221; (2008) e<\/em> &#8220;<em>Apocal\u00edptica: Relatos para la recreaci\u00f3n de la vida&#8221; (2012).\u00a0<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Para Sofia, <\/p>\n\n\n\n<p><em>Sinto que, nas igrejas, as mulheres ind\u00edgenas ainda n\u00e3o s\u00e3o consideradas, porque em v\u00e1rias denomina\u00e7\u00f5es crist\u00e3s as espiritualidades ancestrais ainda s\u00e3o vistas com grande desconfian\u00e7a. Por isso, muitas vezes estas mulheres s\u00e3o orientadas a \u201ccivilizarem-se\u201d. Isso as leva a abandonar suas espiritualidades ancestrais que souberam preservar de forma criativa, gra\u00e7as \u00e0 sua resist\u00eancia \u00e0s imposi\u00e7\u00f5es coloniais sustentadas na educa\u00e7\u00e3o, na religi\u00e3o e em outras inst\u00e2ncias. <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Ultimamente, desde que comecei a trabalhar na recria\u00e7\u00e3o da identidade ind\u00edgena urbana, resgato as contribui\u00e7\u00f5es que v\u00e3o sendo desenvolvidas nas diversas comunidades de mulheres que buscam resgatar a mem\u00f3ria ancestral, onde o contato das mulheres em seus territ\u00f3rios de origem \u00e9 muito importante. Justamente porque nesses espa\u00e7os \u00e9 onde elas enfrentam resist\u00eancias entrela\u00e7adas com suas espiritualidades que sustentam suas identidades na conex\u00e3o com seus territ\u00f3rios e sua organiza\u00e7\u00e3o. Elas est\u00e3o cada vez mais sujeitas ao ataque de projetos extrativistas que buscam a todo custo ampliar suas fronteiras nas diversas territorialidades.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\"><em>Por outro lado, tamb\u00e9m estou ouvindo as v\u00e1rias maneiras de compreender as rela\u00e7\u00f5es que v\u00e3o al\u00e9m das categorias bin\u00e1rias de g\u00eanero sustentadas por suas cosmogonias e cosmologias, a fim de estabelecer o equil\u00edbrio c\u00f3smico. Na localiza\u00e7\u00e3o do tempo e do espa\u00e7o por onde ando, vejo como os diversos saberes come\u00e7am a ressurgir lindamente nas m\u00e3os de mulheres ligadas \u00e0s suas origens ind\u00edgenas, que resgatam tradi\u00e7\u00f5es ancestrais n\u00e3o para as repetir, mas sim para as recriar nos v\u00e1rios espa\u00e7os, se aproximando das novas gera\u00e7\u00f5es que muito facilmente por causa dos sistemas de educa\u00e7\u00e3o passam por processos de acultura\u00e7\u00e3o. <\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\"><em>Sonho com espa\u00e7os onde saberes, sabedorias e espiritualidades ancestrais se entrelacem, atravessados \u200b\u200bpelas ricas experi\u00eancias sustentadas nas v\u00e1rias territorialidades. Desta forma, promoveremos um caminho de partilha com saberes outros que foram descartados pela hegemonia do pensamento \u00fanico e n\u00e3o considerados como tal.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\"><em>\u00c9 um caminho profundo onde se resgatam v\u00e1rias pr\u00e1ticas ligadas aos ciclos do cosmos que podem ajudar a oferecer outros modos de organiza\u00e7\u00e3o e de relacionamento que estejam abertos ao di\u00e1logo com outros povos que, da mesma forma que em <\/em>Abya Yala<em>, buscam desenvolver seus pr\u00f3prios modos de ser e estar no cosmos, onde a vida n\u00e3o se divide entre o bem e o mal, para que possam nascer <\/em>buenos vivires<em> nos diferentes mundos ind\u00edgenas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>email: warmi_pacha@hotmail.com<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Brooke Prentis<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\">Brooke Prentis \u00e9 uma mulher abor\u00edgene da Na\u00e7\u00e3o Waka Waka nas terras hoje comumente conhecidas como Austr\u00e1lia. Nascida no Territ\u00f3rio Yindinji (Cairnes, Austr\u00e1lia) e atualmente morando no Territ\u00f3rio Gadigal (Sydney), Brooke \u00e9 a CEO da <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.commongrace.org.au\" target=\"_blank\">Common Grace<\/a>, um movimento crescente de mais de 45.000 crist\u00e3os e crist\u00e3s australianas que acreditam em Jesus e na justi\u00e7a. Ela tamb\u00e9m \u00e9 a coordenadora do <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.grasstreegathering.org.au\" target=\"_blank\">Grasstree Gathering<\/a>, uma rede crescente de l\u00edderes abor\u00edgenes e l\u00edderes crist\u00e3os moradores das ilhas de Torres Strait (situadas entre a Austr\u00e1lia e a Papua Nova Guin\u00e9).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/kn.org.br\/amazonia\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/brooke-prentis.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-762\" width=\"436\" height=\"436\" srcset=\"https:\/\/koinonia.org.br\/amazonia\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/brooke-prentis.jpg 399w, https:\/\/koinonia.org.br\/amazonia\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/brooke-prentis-300x300.jpg 300w, https:\/\/koinonia.org.br\/amazonia\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/brooke-prentis-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 436px) 100vw, 436px\" \/><figcaption>Brooke Prentis. Fonte: Twitter da autora<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\">Brooke se tornou pastora em 2012 sem receber nenhum treinamento teol\u00f3gico formal e sofreu discrimina\u00e7\u00e3o quando procurou estudar em uma universidade de teologia &#8211; uma experi\u00eancia que a deixou sem vontade de estudar. Mas quando ela participou de uma conversa em 2013 sobre a introdu\u00e7\u00e3o de \u201cEstudos teol\u00f3gicos ind\u00edgenas (NAIITS, na sigla em ingl\u00eas)\u201d na Austr\u00e1lia, reacendeu seu interesse em estudar teologia. Ela foi co-autora de seu primeiro ensaio (\u201cReconcilia\u00e7\u00e3o sem Arrependimento: A Pol\u00edtica e Teologia do Adiamento da Justi\u00e7a para os Povos Abor\u00edgenes na Austr\u00e1lia\u201d) em 2016.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\">Para Brooke, <\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\"><em>Antes da coloniza\u00e7\u00e3o, nossas sociedades eram baseadas na paz e na harmonia, eram administradores designados pelo Criador para cuidar de toda Sua cria\u00e7\u00e3o. E essa tarefa inclu\u00eda mulheres e homens. Por muito tempo, mulheres de todas as origens culturais foram exclu\u00eddas do regime teol\u00f3gico, assim como os povos ind\u00edgenas. No entanto, as mulheres ind\u00edgenas t\u00eam perspectivas, vozes, experi\u00eancias e percep\u00e7\u00f5es importantes para contribuir para a igreja global. Nas terras agora chamadas de Austr\u00e1lia, os homens abor\u00edgenes sempre se referem \u00e0s mulheres abor\u00edgenes como a coluna vertebral de nossas sociedades. Eu adoraria que a igreja global visse a necessidade dessa coluna vertebral e como ela, assim como todas as na\u00e7\u00f5es, poderiam ser fortalecidas pelas mulheres ind\u00edgenas que Deus convocou para Seu servi\u00e7o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\"><em>Eu sonho em ver uma Austr\u00e1lia constru\u00edda sobre a verdade, a justi\u00e7a, o amor e a esperan\u00e7a. Algumas pessoas chamam isso de reconcilia\u00e7\u00e3o, outras de concilia\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 um sonho de um futuro para os povos ind\u00edgenas e n\u00e3o0ind\u00edgenas da Austr\u00e1lia e para toda a cria\u00e7\u00e3o ao redor do mundo. Os povos abor\u00edgenes sofrem tantas injusti\u00e7as, inclusive s\u00e3o os \u00fanicos povos ind\u00edgenas na Commonwealth (Comunidade Brit\u00e2nica) sem qualquer tratado. Eles t\u00eam a maior lacuna entre a expectativa de vida dos povos ind\u00edgenas e n\u00e3o-ind\u00edgenas, a maior taxa de suic\u00eddio infantil no mundo, al\u00e9m da pobreza e das mortes de abor\u00edgenes presos. <\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\"><em>Meu sonho pode parecer um sonho imposs\u00edvel, mas muitas gera\u00e7\u00f5es de abor\u00edgenes antes de mim tamb\u00e9m carregaram esse sonho e eu acredito em um Deus que pode tornar todas as coisas poss\u00edveis. Sonhos imposs\u00edveis podem se tornar poss\u00edveis quando filhos e filhas de Deus de todas as culturas se amam e agem para acabar com a injusti\u00e7a.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>email: brooke.prentis@gmail.com<\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-rmn\"><strong>Cheryl Bear<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\">Membra da Primeira Na\u00e7\u00e3o Nadleh Whut\u2019en, Cheryl \u00e9 uma cantora e compositora premiada que compartilha hist\u00f3rias da vida ind\u00edgena por meio de contos e can\u00e7\u00f5es. Ela \u00e9 membra fundadora dos \u201cEstudos teol\u00f3gicos ind\u00edgenas (NAIITS, na sigla em ingl\u00eas)\u201d. Tamb\u00e9m \u00e9 professora do Regent College em Vancouver, BC, Canad\u00e1. Sua tese de doutorado na King\u2019s University em Los Angeles, EUA, aproxima o minist\u00e9rio crist\u00e3o das Primeiras Na\u00e7\u00f5es a partir da cosmovis\u00e3o e dos valores ind\u00edgenas. Nos \u00faltimos 28 anos, seu trabalho  na igreja e na academia \u00e9 de educar os n\u00e3o-ind\u00edgenas sobre as cosmovis\u00f5es, culturas e valores ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/kn.org.br\/amazonia\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/CherylBear2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-766\" width=\"362\" height=\"257\" srcset=\"https:\/\/koinonia.org.br\/amazonia\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/CherylBear2.jpg 800w, https:\/\/koinonia.org.br\/amazonia\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/CherylBear2-300x214.jpg 300w, https:\/\/koinonia.org.br\/amazonia\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/CherylBear2-768x547.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 362px) 100vw, 362px\" \/><figcaption>Cheryl Bear. Fonte: S\u00edtio pessoal cherylbear.com<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\">Para Cheryl, <\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\">A<em>inda h\u00e1 muito trabalho a ser feito para criar consci\u00eancia sobre as perspectivas ind\u00edgenas acerca da hist\u00f3ria, da espiritualidade, da cultura, da cosmovis\u00e3o e dos valores. H\u00e1 uma grande necessidade disso porque h\u00e1 muitos mal-entendidos, estere\u00f3tipos e racismo em nossas igrejas em rela\u00e7\u00e3o aos povos ind\u00edgenas. &#8220;Racismo&#8221; \u00e9 uma palavra forte, eu sei. Simplesmente n\u00e3o h\u00e1 outra maneira de descrever com precis\u00e3o o qu\u00e3o mal nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s ind\u00edgenas foram tratados por l\u00edderes n\u00e3o-ind\u00edgenas. Muitos dizem: \u201cVamos nos concentrar no que \u00e9 bom. Esses dias acabaram. &#8221; Precisamos nos concentrar na justi\u00e7a para os povos ind\u00edgenas nas igrejas, o que inclui, mas n\u00e3o termina com a igualdade. <\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\"><em>A maioria dos crist\u00e3os no Canad\u00e1 e nos Estados Unidos coloca firmemente o minist\u00e9rio ind\u00edgena sob o r\u00f3tulo de trabalho multicultural ou mission\u00e1rio. Mas isso deve mudar porque somos os anfitri\u00f5es desta terra e merecemos honra e justi\u00e7a, em vez de sermos relegados a um espet\u00e1culo paralelo interessante ou a um estande de um parque de divers\u00f5es.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\"><em>Os \u00faltimos 28 anos n\u00e3o foram f\u00e1ceis. H\u00e1 muita resist\u00eancia \u00e0 reconcilia\u00e7\u00e3o porque a verdade, a justi\u00e7a e a reconcilia\u00e7\u00e3o n\u00e3o devem ser estendidas apenas aos povos ind\u00edgenas, mas tamb\u00e9m ao seu territ\u00f3rio tradicional. Fazer as coisas certas se estende \u00e0 terra. O foco hoje \u00e9 a reconcilia\u00e7\u00e3o entre grupos de pessoas, especialmente aqui no Canad\u00e1. Isso se deve \u00e0 Comiss\u00e3o de Verdade e Reconcilia\u00e7\u00e3o que foi o resultado do acordo &#8220;Indian Residential School&#8221;, em 2007, a maior a\u00e7\u00e3o coletiva da hist\u00f3ria canadense.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\"><em>A igreja deve liderar as discuss\u00f5es sobre justi\u00e7a e reconcilia\u00e7\u00e3o porque toda a nossa f\u00e9 \u00e9 baseada na reconcilia\u00e7\u00e3o. Deus nos reconciliou e, portanto, nos chama a caminhar juntos na unidade e na f\u00e9. Em vez disso, a hist\u00f3ria da igreja nas Am\u00e9ricas do Norte, Central e do Sul tem sido de subjuga\u00e7\u00e3o, dom\u00ednio e mesmo de supremacia branca. A \u00fanica coisa que pode mudar isso \u00e9 a verdade proclamada, e muitas vezes silenciada, por l\u00edderes crist\u00e3os ind\u00edgenas. <\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\">email: cheryl@cherylbear.com<\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\"><strong>Erlini Tola Medina (Erlini Chov\u00e9- nome ind\u00edgena)<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\">Nascida na cidade de Teoponte, regi\u00e3o onde os Andes se encontram com a Amaz\u00f4nia ao norte de La Paz, na Bol\u00edvia, Erlini \u00e9 descendente de quechuas, mas se identifica com a cultura do povo leco. Atualmente mora em La Paz onde atua como te\u00f3loga, artista pl\u00e1stica, ilustradora, educadora popular, cantora e facilitadora de oficinas de produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica, reciclagem e artesanato. Sua paix\u00e3o pela arte e pela educa\u00e7\u00e3o lhe deu oportunidades como dirigir o <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Yatiyawimuseovivointeractivo\/\" target=\"_blank\">Museu Vivo Interativo Yatiyawi<\/a>, fazer murais em igrejas evang\u00e9licas e cat\u00f3licas, promover a educa\u00e7\u00e3o educacional baseada na brincadeira e na educa\u00e7\u00e3o alternativa, elaborar materiais de educa\u00e7\u00e3o popular e crist\u00e3 e materiais para alfabetiza\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de produ\u00e7\u00f5es de desenho e material gr\u00e1fico.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Erlini, <\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\"><em>Eu sou da na\u00e7\u00e3o Quechua e Leco. Assumir-me neste sentiimento \u00e9 vital hoje . Ele sempre esteve presente, mas de forma intuitiva e silenciosa, e eu o descreveria graficamente como uma imagem esteticamente distorcida. Certas crises estruturais me convidam a &#8220;ver&#8221; ou &#8220;reconhecer&#8221; di\u00e1logos internos mais dignos, a partir de uma espiritualidade pr\u00f3pria e milenar de resist\u00eancia, transformadora e curativa.<\/em><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/kn.org.br\/amazonia\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/hija-de-Eva.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-767\" width=\"423\" height=\"577\" srcset=\"https:\/\/koinonia.org.br\/amazonia\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/hija-de-Eva.png 230w, https:\/\/koinonia.org.br\/amazonia\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/hija-de-Eva-220x300.png 220w\" sizes=\"(max-width: 423px) 100vw, 423px\" \/><figcaption>\u201cHija de Eva, un culto al sufrimiento\u201d. Erlini Chov\u00e9<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\"><em>Tanto a arte como a teologia s\u00e3o pontes que me permitem dialogar internamente e recriar novas linguagens e imagin\u00e1rios; abro caminhos onde parece que n\u00e3o existem e encontro diferentes mundos transformando-se conscientes e em seres apaixonados com vida e energia. Abrir um novo espa\u00e7o e tempo dentro deste tempo \u00e9 como um deslocamento existencial e ent\u00e3o imagino, acredito e crio a partir de novos impulsos para viver novas realidades. Respeitando o ciclo natural e o retorno cont\u00ednuo e eterno da vida.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\"><em>A maioria da popula\u00e7\u00e3o em meu pa\u00eds se reconhece como &#8220;ind\u00edgena&#8221;, e as igrejas tamb\u00e9m s\u00e3o formadas por esses povos ind\u00edgenas e \/ ou de ra\u00edzes ind\u00edgenas. E a maioria dessa popula\u00e7\u00e3o s\u00e3o mulheres ind\u00edgenas. Se falamos das mulheres ind\u00edgenas crist\u00e3s nas igrejas, pode-se observar, s\u00e9culos depois da imposi\u00e7\u00e3o da cultura crist\u00e3, que n\u00f3s temos nosso pr\u00f3prio caminhar e express\u00f5es de testemunho. A presen\u00e7a e a contribui\u00e7\u00e3o das mulheres costumam ser assistencial e fundamentalmente de servi\u00e7os de cuidados no \u00e2mbito dom\u00e9stico que se estende \u00e0 igreja na divis\u00e3o de pap\u00e9is.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\"><em>A diversidade na comunidade equilibra e gera condi\u00e7\u00f5es para uma vida harmoniosa e justa (reino de Deus). E n\u00e3o se trata apenas de uma maneira de pensar &#8211; voc\u00ea tem que ouvir as outras vozes silenciadas. Somos testemunhas desta \u00e9poca a que chegamos com um sistema de cren\u00e7as, absolutismos e coloniza\u00e7\u00f5es mentais e de religi\u00f5es masculinas que nos desafiam a mudan\u00e7as transcendentais. <\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\"><em>Assim, as mulheres ind\u00edgenas valorizam a sacralidade da vida, a partir da mem\u00f3ria; a sua contribui\u00e7\u00e3o com linguagens pr\u00f3prias que recriam os tempos, o tecido ancestral, o plantio e a elabora\u00e7\u00e3o dos alimentos como parte dos rituais, \u00e9 todo um saber ancestral em conex\u00e3o integral e que honra a vida com a vida. Sempre fomos sujeitas de transforma\u00e7\u00e3o e de saberes pr\u00f3prios. Ainda \u00e9 poss\u00edvel dialogar a partir destes sentimentos para uma conviv\u00eancia mais equilibrada entre os seres de nossa esp\u00e9cie (e n\u00e3o apenas os humanos) e o cosmos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\"><strong>Juana Luisa Condori Quispe<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\">Juana Luiza Condori Quispe \u00e9 Aymara e nasceu em Chirapaca, La Paz, Bol\u00edvia. Estudou Antropologia na Universidad Mayor de San Andr\u00e9s (Bol\u00edvia) e Estudos Culturais na University of Arizona (EUA). Nos \u00faltimos anos, tem se dedicado \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o da literatura por acad\u00eamicos aymaras, \u00e0 revitaliza\u00e7\u00e3o das l\u00ednguas nativas e ao empoderamento das mulheres no campo da justi\u00e7a, na gest\u00e3o do desenvolvimento e na vida pol\u00edtica comunit\u00e1ria em diferentes organiza\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas. Atualmente \u00e9 coordenadora da Mem\u00f3ria Ind\u00edgena na Bol\u00edvia e pesquisadora da Taller de Historia Oral Andina (THOA) voltada para o resgate de arquivos orais e escritos aymaras sobre a movimenta\u00e7\u00e3o dos caciques apoderados da Bol\u00edvia como conhecimento de rela\u00e7\u00e3o, resist\u00eancia e liberta\u00e7\u00e3o de um natureza hist\u00f3rica. Juana tamb\u00e9m estudou teologia intercultural no Instituto Superior Ecum\u00eanico Andino de Teolog\u00eda (ISEAT). Ela busca praticar e reavaliar a teologia a partir do mundo da mulheres aymara -em sua casa, na comunidade, no plantar e no tecer, e em seu idioma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Juana, <\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\"><em>Em La Paz, nas igrejas das prov\u00edncias, posso dizer que as igrejas est\u00e3o cheias de mulheres. Recentemente estou acompanhando uma comunidade onde sempre enfatizam que aqui somos apenas mulheres. Ent\u00e3o a\u00ed eu percebo que a \u201cbaixa visibilidade\u201d dessas mulheres tamb\u00e9m est\u00e1 um tanto associada ao mundo privado onde a sociedade dominante a relegou e imp\u00f4s de certa forma. \u00c9 este mundo privado que tem a ver simplesmente com a reprodu\u00e7\u00e3o, ao estar em casa, ao cuidar da fam\u00edlia, ao ocupar tarefas mais ligadas ao local, \u00e0 terra. Mas \u00e9 neste espa\u00e7o que fazemos teologia. Nossas te\u00f3logas n\u00e3o s\u00e3o te\u00f3logas no sentido da forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica,  no sentido estrito da teologia como ci\u00eancia: s\u00e3o te\u00f3logas a partir da experi\u00eancia do ser humano, da mulher, da <\/em>chacha<em> (&#8220;mulher jovem&#8221;), a <\/em>warmi<em> (&#8220;mulher&#8221;, em qu\u00e9chua) de nossas comunidades, do calor do nossas comunidades, da rela\u00e7\u00e3o experimental que se tem com Deus todos os dias.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-rmn\"><em>A partir da\u00ed, posso dizer que as mulheres s\u00e3o portadoras de uma sensibilidade \u00fanica no campo da f\u00e9. Mas quanto \u00e0 tarefa de tornar as mulheres vis\u00edveis, ou n\u00e3o, e suas experi\u00eancias com Deus nas comunidades, acho que muitas vezes elas n\u00e3o est\u00e3o t\u00e3o interessadas em se fazerem vis\u00edveis. Sua f\u00e9, sua teologia \u00e9 vivida, e aquela coisa do cora\u00e7\u00e3o simplesmente se manifesta em seu cotidiano com o pr\u00f3ximo e com o lugar onde ela vive. Portanto, n\u00e3o h\u00e1 preocupa\u00e7\u00e3o geral com as mulheres, na comunidade comum. Eles n\u00e3o sentem a necessidade de procurar um grupo colegiado de pessoas para compartilhar suas ideias e teorias. Acho que essa \u00e9 uma concep\u00e7\u00e3o bastante ocidental.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\"><em>Por isso, mais do que falar de teologia como forma\u00e7\u00e3o de um grupo colegiado, gostaria de falar daquelas mulheres que cotidianamente se  comunicam atrav\u00e9s do sentir, de suas experi\u00eancias e de sua espiritualidade profunda. Elas s\u00e3o como um suporte e uma fortaleza para a transforma\u00e7\u00e3o da comunidade e de sua fam\u00edlia. Ent\u00e3o a\u00ed vemos muitas mulheres te\u00f3logas que na pr\u00e1tica realmente nos ensinariam muito o que significa esse v\u00ednculo e essa rela\u00e7\u00e3o com a terra, com a comunidade e a fam\u00edlia. Mas n\u00e3o se trata de &#8220;torn\u00e1-las vis\u00edveis&#8221;, mas sim de ir e compartilhar a vida com elas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-rmn\"><strong>Mar\u00eda Patricia Coronado Sauna<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/kn.org.br\/amazonia\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/teologascristianas.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-772\" width=\"443\" height=\"579\" srcset=\"https:\/\/koinonia.org.br\/amazonia\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/teologascristianas.png 241w, https:\/\/koinonia.org.br\/amazonia\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/teologascristianas-230x300.png 230w\" sizes=\"(max-width: 443px) 100vw, 443px\" \/><figcaption>\u201cAyra, un volver a Ser\u201d. Erlini Chov\u00e9<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-rmn\">Patricia \u00e9 uma mulher da na\u00e7\u00e3o Wiwa, na Sierra Nevada de Santa Marta, no norte da Col\u00f4mbia. Ela cresceu em um povoado chamado Bunkua Gemakungui, uma comunidade tradicionalmente conservadora fiel aos princ\u00edpios do pensamento Wiwa. Ela atualmente mora perto de Bunkua Gemakungui, a duas horas de caminhada em um povoado chamado Atanquez, dentro de uma reserva ind\u00edgena Kankuamo.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\">Patricia \u00e9 uma te\u00f3loga como Juana descreveu acima, pois sua teologia flui da maneira como ela cuida de sua comunidade e de seu tecido. Com o marido Juli\u00e1n, criam 6 filhos (Sezhawimako, Euclides, Ena Maria, Euma, Awitshama e Shiblekan), mas a fam\u00edlia \u00e9 muito maior porque h\u00e1 mais de 5 anos Patricia e Julian levam um lindo sonho chamado Casa Wiwa. A Casa Wiwa \u00e9 um espa\u00e7o onde o pensamento Wiwa dialoga com a tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 e tamb\u00e9m onde escutam o pensamento crist\u00e3o para conviver com a diversidade.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\">Para Patricia, <\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\"><em>Na Casa Wiwa damos cursos, cantamos can\u00e7\u00f5es, contamos hist\u00f3rias ancestrais, aprendemos e ensinamos com oficinas de alfabetiza\u00e7\u00e3o na nossa l\u00edngua e passamos a noite conversando ao redor do fog\u00e3o, tudo focado na conserva\u00e7\u00e3o total da nossa cultura Wiwa. O evangelho n\u00e3o \u00e9 uma doutrina que substitui a cultura desenhada pelo pr\u00f3prio Deus, mas sim que dignifica e garante a preserva\u00e7\u00e3o integral das culturas nativas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\"><em>Em algum momento em uma de nossas reuni\u00f5es, ouvi algu\u00e9m dizer: &#8220;Uma vez, na minha comunidade, eles me perguntaram &#8211; o que a igreja tem a nos oferecer, como isso nos ajuda?&#8221;Ou seja, eles querem ver o que n\u00f3s, crist\u00e3os, fazemos ou n\u00e3o na comunidade. O amor se ensina, mas esse amor n\u00e3o se v\u00ea, fala-se de uni\u00e3o, mas h\u00e1 mais divis\u00f5es porque cada denomina\u00e7\u00e3o tem seu pr\u00f3prio rancho e querem que a gente v\u00e1 para l\u00e1, o que causa confus\u00e3o. Deus ensinou a amar o pr\u00f3ximo, mas aqui na igreja eles ensinam a falar mal dos idosos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\"><em>A hist\u00f3ria da evangeliza\u00e7\u00e3o na Serra Nevada de Santa Marta nos mostra que existe uma aus\u00eancia total de um lugar para discutir espiritualidade. A igreja nunca quis ouvir nossos anci\u00e3os ou sua maneira de transmitir os valores culturais de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o que serviram para existir como somos agora. A Casa Wiwa \u00e9, sem d\u00favida, um processo que nos convida a repensar muitas coisas relacionadas com a forma de ver e entender a nossa cultura e a f\u00e9 crist\u00e3.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"tw-target-text\"><em>Meu encontro entre minha f\u00e9 e cultura come\u00e7a em meus tecidos. A mochila feita por n\u00f3s, mulheres Wiwa, n\u00e3o \u00e9 comercializada culturalmente, \u00e9 apenas para uso dos parentes mais pr\u00f3ximos como marido, filhos, pai, sogro e outros. As sagas (velhas s\u00e1bias da nossa comunidade) me diziam: \u201cquando fores tecer a mochila do teu marido ou pai, deves sempre pensar em coisas boas, para que tudo corra bem, para que o fa\u00e7a trabalhar, para que ele que pensamentos ruins n\u00e3o venham \u00e0 sua mente. &#8221; Cada mochila tecida \u00e9 uma ora\u00e7\u00e3o. Gostaria de ensinar minhas filhas e outras mulheres sobre porque continuamos a tricotar mochilas, para a perman\u00eancia de nossa cultura Wiwa e dessa forma expressar nossos pensamentos e sentimentos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Voz da mulher ind\u00edgena<\/strong> &#8211; Jocabed R. Solano M.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/kn.org.br\/amazonia\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Jocabed-Solano.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-773\" width=\"471\" height=\"571\" \/><figcaption>Jocabed Solano, arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p id=\"block-aa8fca48-dbc3-41ab-8968-f9b78a9e4485\"><em>Voz da mulher ind\u00edgena ouvida em rios, lagos, mares, florestas. Voz da mulher ind\u00edgena que grita junto com a M\u00e3e Terra. Em defesa de seu corpo, o corpo da M\u00e3e Terra.<br>Voz da mulher ind\u00edgena que sangra junto com a dor da Terra de Nabgwana (Cora\u00e7\u00e3o de Mam\u00e3e e Papai).<br>Voz da mulher ind\u00edgena que canta com a irm\u00e3 p\u00e1ssaro e seu canto nos ensina a sabedoria de seus ancestrais.<br>Voz da mulher ind\u00edgena que dan\u00e7a junto ao fogo e o fogo lhe d\u00e1 energia para lutar.<br>Voz da mulher ind\u00edgena que no murm\u00fario do vento manda mensagens de luta pela Terra.<br>Voz da mulher ind\u00edgena que canta para a M\u00e3e Terra.<br>Voz da mulher ind\u00edgena cantando para a Ruah e dela recebem a resist\u00eancia para viver em comunidade.<br>A voz da mulher ind\u00edgena que dan\u00e7a, canta e sua voz de luta estremece Abya Yala.<br>Voz, vozes de mulheres ind\u00edgenas que unem \u00e0 \u00e1gua, ao vento, \u00e0 terra, ao fogo.<br><br>Elas se unem \u00e0 M\u00e3e Terra na espera por este novo amanhecer de liberta\u00e7\u00e3o para todas as mulheres ind\u00edgenas em todo o mundo. Vozes de mulheres ind\u00edgenas cantando com a criadora a esperan\u00e7a para toda Abya Yala.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Tradu\u00e7\u00e3o: Beatriz Leandro <\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Publicado originalmente em <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/memoriaindigena.org\/algunas-teologas-indigenas-que-deberias-conocer\/\" target=\"_blank\">Mem\u00f3ria Ind\u00edgena<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Compartilhamos as mem\u00f3rias sagradas de nossas irm\u00e3s por meio deste projeto do Mem\u00f3rias Ind\u00edgenas de encontro com te\u00f3logas crist\u00e3s ind\u00edgenas.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":773,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"spay_email":""},"categories":[3],"tags":[37,40,38,39],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v17.3 - 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