Entrevista: Uma análise sobre a situação da mulher negra no Brasil

É contraditório pensar que na cidade onde tem o dia contra o genocídio da mulher negra é a cidade que passa por forte intervenção militar, federal, que sitia os moradores com a presença do exército.

Foto: Acervo pessoal

Entrevista com Juliana Gonçalves, repórter do Brasil de Fato, e atuante na construção da Marcha de Mulheres Negras de São Paulo e da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (COJIRA).

Como está o momento para as mulheres negras hoje?

A gente vive num momento obscuro, de falta de democracia, de recrudescimento do racismo, de retrocessos em políticas publicas. Aqui em São Paulo, por exemplo, a Casa da Mulher Brasileira*, que deveria inclusive, atender muitos casos de violência, e em termos de saúde integral da mulher, é um projeto que ficou parado, desde que o Dória assumiu. As políticas para as mulheres foram sucateadas e desmontadas.

Então, as violências não aparecem apenas nesse microcosmo de uma relação afetiva, doméstica. A violência transborda isso, e hoje vivemos violências vindas do estado. Quando nossos corpos não são respeitados, quando nos é negado o direito ao aborto legal e seguro, quando encarceram mais facilmente os corpos negros. E o encarceramento de mulheres subiu quase 400%, e delas sabe-se que 70% são mulheres negras. Então as violências são múltiplas, e muitas delas, são justamente, desmontes de políticas que poderiam nos tirar dessa situação de vulnerabilidade que vivemos hoje.

 Porque é importante ter agendas nacionais como o Julho das Pretas?

São importantes em muitos níveis, e a gente considera, muitas vezes, em caráter pedagógico, porque vivemos em um país que nunca será o bastante falar sobre racismo, transfobia, lesbofobia, machismo.

Por exemplo, neste julho das pretas nós tivemos diversas atividades, no Brasil todo, rodas de conversa, festa com o jongo, Cordão Tereza de Benguela, saraus, e etc. Uma oportunidade de mulheres negras se encontrarem e se fortalecerem, colocando na agenda pública alguns temas específicos em relação à negritude, racismo e questões de gênero.

Nossa sociedade é estruturada de forma racista e patriarcal, e no Brasil, racismo e a questão de gênero estruturam o capitalismo. E a mulher negra está na base dessa pirâmide, se movimentando pra conseguir ter qualquer lugar nessa sociedade.

E essas atividades e conversas são importantes tanto com mulheres que já iniciaram na militância quanto com mulheres que estão começando a militar, porque precisamos colocar todo mundo no mesmo nível de compreensão. É preciso que nos fortaleçamos juntas primeiro para depois partirmos para o combate a essas estruturas discriminatórias que existem hoje.

O que você achou da criação do Dia Marielle Franco Contra o Genocídio da Mulher Negra, no Rio de Janeiro?

É claro que é muito simbólico criar esse dia contra o genocídio da mulher negra, mas nesse sentido acho que é bom pontuar que o genocídio é do povo negro. Infelizmente morrem homens e mulheres, vítimas da vulnerabilidade do lugar onde moram, vítimas da violência que é produto das desigualdades sociais. Então considero uma medida mais simbólica do que significativa.

É até contraditório pensar que na cidade onde tem o dia contra o genocídio da mulher negra é a cidade que passa por forte intervenção militar, federal, que sitia os moradores com a presença do exército. Pra mim isso também é genocídio.

A presença militarizada no Rio de Janeiro pelas UPPs e agora pela intervenção, são sintomas do genocídio que vivemos. Que esse dia não seja apenas um dia simbólico e que as estruturas de fato sejam movidas para o combate a esse genocídio.

Claro que a gente enquadra a morte da Marielle nesse genocídio, porque o corpo negro, feminino ou masculino é muito mais vulnerável a essas violências. É muito menos protegido pelo estado e pela sociedade como um todo. Quem se importa com a dor do corpo negro, né?

Então é importante que isso não seja só uma efeméride, mas que isso fundamente políticas públicas para o combate efetivo. O começo disso seria livrar as mulheres negras e a população dos morros da presença desses militares que sitiam a vida dessas pessoas.

*A Casa da Mulher Brasileira é um projeto do governo federal presente em algumas cidades, que integra em seus espaços serviços especializados para diversos tipos de violência contra as mulheres, acolhimento, triagem a alojamento, passando por apoio psicossocial, delegacia, Juizado, Ministério e Defensoria Públicos, promoção de autonomia econômica e cuidado das crianças. Em São Paulo, por conta de uma parceria, a administração é da prefeitura.

 

Por: Natália Blanco/ KOINONIA

As vozes que ecoam pra dizer o que se cala – Julho Das Pretas

 

Registro do diálogo com mulheres das Comunidades Quilombolas de Alto da Serra (Lídice-RJ) sobre questões da situação ambiental e das condições de vida em seus territórios que aconteceu no início de Julho. Crédito: Rafael Soares/ KOINONIA

Mil nações
Moldaram minha cara
Minha voz
Uso pra dizer o que se cala
O meu país
É meu lugar de fala.
Elza Soares – música “O que se cala” do álbum Deus é Mulher

Vivemos num cenário em que as mulheres negras são as que mais morrem no Brasil, vítimas de violências (em suas diversas formas), segundo o último Mapa da Violência de 2018. Do total de mulheres assassinadas no Brasil entre 2006 a 2016, 71% são negras, o que representa uma taxa de 4,5 homicídios para cada 100 mil brasileiras.

Desde sempre foi confortável para o sistema deixar para as mulheres negras papéis coadjuvantes ao invés de protagonistas de suas próprias histórias, fazendo o que desejarem fazer. Mas essas mulheres, que parem, embalam, amamentam, cozinham e arrumam também são pesquisadoras, escritoras, professoras, mães, médicas, comunicadoras, líderes religiosas, políticas, contadores, advogadas, donas de casa, artistas, artesãs e tantas outras. Desde sempre.

Desde sempre movendo as estruturas para conquistar o direito ao Bem Viver para elas e à todas as pessoas a sua volta:

“As Mulheres Negras quando se movimentam abalam toda a estrutura da sociedade. Nos movimentamos pelo direito de vivermos bem.

Dizer que “As Mulheres Negras Movem o Brail”, representa as diversas formas e estratégias das mulheres negras no enfrentamento ao racismo, machismo, sexismo, lesbofobias, ódio religiosos, nós sempre nos movimentando através das mais diferentes formas, nos quilombos, nas comunidades, nos terreiros, nas periferias. Foram estas movimentações que conseguiram garantir a identidade da população negra, da família negra, dos espaços negros, da gastronomia negra, da cultura negra e das religiosidades negras.

É extremamente importante nosso lugar de fala independente do lugar onde estejamos. Sim, pois estamos em diversos lugares, em diversos espaços militando e são estas estratégias de pertencimento e de agrupamento que tem resignificado o movimento de mulheres negras, dando visibilidades às diversas estratégias de enfrentamento as violências e opressões em qualquer lugar que estejamos”.

Lindinalva de Paula, 56 anos, mãe, filha de Iemanjá, filha de Mãe Senhora de Ewá do Ilê Axé Omim Ewá. Assessora da Comissão de promoção da Igualdade – Assembleia Legislativa, professora, graduanda em gestão pública, integrante da Rede de Mulheres Negras da Bahia, membro da Coletiva de Mulheres Negras Abayomi, e do Afoxé Kambalagwanze, vice-presidenta do Conselho Estadual das Comunidades Negras – CDCN

 “Ser mulher negra no Brasil é lutar constantemente. Hoje temos iniciativas que olham para a questão dos negros e mulheres, mas pelo fato da mulher negra estar na interseção desses dois campos, elas se tornam muitas vezes um ponto cego. Vemos políticas públicas que falem sobre raça e que não atingem as mulheres negras, e politicas públicas de gênero que só atingem mulheres brancas e não conversam com as mulheres negras.

 

Então pra mim, é lutar pelo reconhecimento da minha dignidade e cidadania, e uma vez consciente da minha condição e da minha ancestralidade, ter esse papel de conseguir fazer a roda girar.

 

A mulher negra acaba sendo a grande comunicadora e propagandista da questões de gênero, nós passamos o conhecimento pela oralidade, nós mais facilmente aprendemos com as mais velhas, e tentamos romper comportamentos racistas e machistas. Então essa luta nem sempre é encharcada de dor, vem de muita força, muito aprendizado, muita escuta. Eu não trocaria nada em meu corpo negro por outra experiência, porque eu consigo entender o que é, historicamente, ser uma sujeita negra e isso me dá força para enfrentar, inclusive os desafios colocados hoje no campo da politica, da saúde, comunicação, entendendo que as saídas nunca passam pelo campo individual, mas sim coletivo.

Juliana Gonçalves, 32 anos, jornalista e ativista dos direitos humanos com foco em raça e gênero. Integra a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial de São Paulo e a Marcha das Mulheres Negras de São Paulo.

“É necessário que sejam ouvidas as vozes dessas milhares de mulheres – vozes que se manifestam com palavras, com gritos, com choro e com risos. É necessário fazer barulho em julho, para que em todos os outros meses se construa o respeito, se fortaleça a luta pela igualdade e se promova a justiça.

 

É necessário falar de fé. Da fé que construiu a resistência das mulheres negras, da fé que agora as mulheres negras – e pobres- escolheram para ter pertencimento e consolo. É necessário dialogar com a fé. É necessário respeitar a fé e as escolhas de quem, por séculos – teve as escolhas negadas.

 

Mulheres negras movem o Brasil quando operam máquinas nas fábricas, quando vestidas de branco trabalham como babás (cuidando de crianças da cor de seus uniformes), quando varrem ruas e escritórios, quando enterram seus filhos vítimas de armas disparadas por outros negros – sejam bandidos ou policiais.

Mas, quem move qualquer lugar pode interferir no futuro desse lugar. E leva-lo para uma realidade melhor. É necessário juntar as forças, aumentar as vozes, desafiar a opressão dizendo que somos muitas, e não estamos sós. Quem move qualquer lugar pode parar esse lugar – e somente voltar a mover quando fizermos que entendam que nossa carne não é a mais barata do mercado.  A nossa carne é o coração do Brasil.”

Nilza Valeria Zacarias, jornalista, evangélica, feminista desde criança – quando passou a ler a Bíblia, e reconheceu a relevância das mulheres na prática e nos ensinos de Cristo. Atualmente trabalha na Coordenação da Frente de Evangélica pelo Estado de Direito, movimento que atua no Brasil desde 2016 – de defesa da democracia, do direito e da justiça.

“Nós sempre movemos o Brasil, com muita luta! Sempre com muita luta, com muita resistência sempre, mais o nosso papel foi essencial como alicerce na construção desse país: procriamos, amamentamos por nós e por outras, plantamos, colhemos, lideramos, guerrilhamos, administramos, ensinamos, morremos e movemos de todas as formas esta nação.

Durante todo o ano estamos na frente de batalha, porém o julho das pretas se estabelece como um mês de referência para todas as nossas atividades, e para mobilização feminina, e um momento para refletirmos todas as nossas ações durante os 12 meses do ano, os 365 dias, as 8,760 horas, 525,600 minutos e 31,536,000 segundos.

Pois assim é a nossa dinâmica, não paramos em um só momento. OI, NÓS EXISTIMOS! ESTAMOS AQUI, E QUEREMOS OS NOSSOS ESPAÇOS. Estabelecer os lugares de fala significa se POSICIONAR diante de sua realidade saindo do anonimato assumindo o Protagonismo, que é o nosso lugar.

Digo com a força de meu Útero e a certeza de meu coração: Muitas são as minhas perspectivas nesse futuro, pois vejo no presente uma juventude com força de continuar. Uma juventude feminina com sede de conquistar, de avançar de estabelecer o seu lugar de fato dentro de todos os espaços, isso é muito legal, porque não existe dúvidas no que já está desenhado. Que o Lugar da Mulher é onde ela quiser”.

Ana Beatriz Bernardes Nunes, Quilombola da Comunidade Remanescente Maria Conga na Cidade de Magé, RJ. Protestante, Professora, Graduada em Gestão Pública, Pôs graduando em História da África e Serviço Social, Ex Conselheira Tutelar por 2 mandatos, Vice-Presidente do (CMDCA Magé) Conselho Municipal de Direito da Criança e Adolescente; Vice-Presidente do CEDINE (Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial. Conselheira na ACQUILERJ (Associação de Comunidades Quilombolas do Estado do Rio de Janeiro) Coordenadora do Movimento Kukongola.

 

 

Ser uma mulher travesti e negra no Brasi é derrubar um hipopótamo por dia para sobreviver em meio aos leões. Hoje temos até um pouco mais de visibilidade e emponderamento, mas só nós podemos dizer o que queremos e como queremos. Meu corpo, minhas regras. Ainda somos vistas como uma afronta para a maioria dessa sociedade misógina, preconceituosa e machista. Despreparada para valorizar uma mulher.

E justamente por isso, me referir como mulher, travesti, negra e periférica só reafirma a minha identidade como pessoa e meu gênero feminino

.

Marcella Alves Montteiro, 37 anos, cabeleira e educadora social e membra do Fórum Nacional de Travestis e Tran
sexuais Negras e Negros.

 

Por: Natália Blanco/ KOINONIA

Mulheres Negras Contam Suas Histórias: Ana Gualberto

“Você é preta, pobre, as pessoas vão falar que você também é feia, mas elas nunca poderão falar que você é burra.” Foi nesse espirito que cresci.

Neste Julho das Pretas, Ana Gualberto, Historiadora, Mestre em Cultura e Sociedade IHAC/UFBA e Articuladora Nacional Temática (Direitos de Comunidades Negras Tradicionais) de KOINONIA faz parte de um time de mulheres que recebe neste dia Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha o Prêmio Mulheres Negras Contam Suas Histórias.

Foto: Ivana Flores

“Ao pensar em como narrar minha história, me vem à mente a fala de minha mãe que ecoa, e acredito que ecoará, pra sempre para mim e minhas irmãs: “Você é preta, pobre, as pessoas vão falar que você também é feia, mas elas nunca poderão falar que você é burra.” Foi nesse espirito que cresci.

Sou Ana Emília Martins Gualberto, Ya T’Oju Omo do Ilê Adufé, Filha de Oxum, mãe do Caio Fernando.

Sou filha de Lucia Maria Martins Gualberto, mulher negra, oriunda de São Luiz do Maranhão, que foi pro Rio de janeiro buscar uma vida melhor. Ela era uma mulher de luta que foi presidente de algumas associações de moradores de favelas do Rio de Janeiro. Com ela aprendi a lutar contra as coisas que não achamos justas, como o racismo, a misoginia as diversas formas de violência e exclusão que a população negra tem sido vitima deste a invasão deste país. Aprendi com ela a ser otimista e acreditar nas pessoas. Por tanto se hoje estou aqui e tenho meu trabalho reconhecido, preciso agradecer e ela e a todos os meus ancestrais que me permitiram estar hoje neste plano.

Foto: Acervo pessoal

Meu trabalho com as populações negras aqui na Bahia teve inicio em 2008, quando cheguei ao Baixo Sul para atuar com as comunidades quilombolas nos processos de regularização de seus territórios. Neste momento também me juntei à equipe local de KOINONIA que já atuava com as comunidades de terreiros de candomblé na luta por direitos, contra a intolerância religiosa. O nosso trabalho continua com os mesmos objetivos, pois infelizmente o quadro de violações direitos e de intolerância religiosa não mudou. Assim continuamos a atuar para que a sociedade baiana tome conhecimentos dos belos trabalhos de intervenção social que são realizados nos terreiros, que são espaços de cuidado e acolhimento, e para que as comunidades quilombolas permaneçam em seus territórios, para que os princípios da equidade, respeito e justiça sejam presentes no cotidiano destes grupos.

Atualmente meu trabalho tem tido um recorte nas relações de gênero e no combate as violências, além de estar atuando também no campo acadêmico na produção de pesquisas e materiais que possam contribuir com a ampliação do conhecimento sobre estes grupos, que ainda carregam todos os estereótipos negativos que podemos imaginar. Precisamos mudar isso, e meu desejo é que meu trabalho contribua com esta mudança.

Acredito no poder do povo e principalmente no poder das mulheres negras em mover tudo que está ao seu redor. Somos a base desta sociedade e precisamos ser ouvidas, respeitadas e valorizadas. Neste sentido este premio é de suma importância, pois além de visibilizar diversas histórias, é realização de uma de nós. Muita grata por ser parte deste time!

Olorun modupé!”

Abertura dos Trabalhos do Julho das Pretas

Lindinalva de Paula – Rede de Mulheres Negras da Bahia. Foto: Ivana Flores

Coletiva de Imprensa- Rede de Mulheres Negras da Bahia

Ontem (04/07/18), no CEAO – Centro de estudos Afro Orientais, foi dada a largada oficial para o início da agenda do Julho das Pretas, que desde 2013, e principalmente depois de 2015, ano da Marcha Nacional das Mulheres Negras, avançou e já ocupa o mês de agosto realizando uma série de encontros, palestras, oficinas, seminários, marcha todas estas ações objetivando o fortalecimento da pauta das mulheres negras.

O 25 de julho internacionaliza a luta das mulheres negras através da resistência contra estrutura racista e patriarcal da sociedade em que vivem e principalmente contra as diversas formas de opressão as quais diariamente estão expostas.

Assim, esta data fortalece e abrange maior número de organizações de mulheres negras que se propõem a reconstruir novas linhas de atuação. Como defende Valdeci Nascimento, do Instituto Odara, “É nosso debate e nossa discussão que vai dar o caminho. A intervenção política e ideológica de nós mulheres negras, é que irá fazer com que tenhamos o que é nosso”.

“Estar na rua no 25 de Julho é demostrar na prática que as mulheres negras estão plenas, conscientes de seu papel, e prontas para o embate, mesmo que as consequências sejam duras”, conclui Valdeci.

Coletiva realizada na UFBA. Foto: Ivana Flores

O fortalecimento da luta traduz o reconhecimento de mulheres que foram e são símbolos de coragem e que iniciaram este processo de luta pela igualdade de gêneros, contra o machismo, patriarcado, racismo. “Estamos neste cenário há mais 30 anos desde os tempos do MNU (Movimento Negro Unificado), e ainda temos muito fôlego para mais uns bons enfrentamentos, mas é fundamental que nossas empoderadas jovens negras percebam seu papel diante de todo este processo de luta. Não basta assumir os cabelos afros, os turbantes ancestrais, a vestes africanas e adentrarem na Academia, a luta está além disso. Claro que são conquistas importantes, sim, porém precisamos de mais atuação direta dessas jovens e principalmente as que estão mais inseridas no movimento, terem a compreensão que elas são espelhos para outras que estão chegando, logo, precisam de fato estarem firmes e atuantes nesta caminhada”, Lindinalva de Paula, da Rede de Mulheres Negras da Bahia.

A marcha do dia 25 de julho terá a concentração a partir das 13h na Praça da Piedade seguindo para o ato político cultural no Terreiro de Jesus. “Ocupar as ruas e incomodar para sermos notadas, precisamos trocar e reconstruir novas possibilidades de mudança real com rupturas reais”, afirma Nascimento.

Por Ivana Flores

 

Serviço

O quê: Marcha das Mulheres Negras
Quando: 25 de Julho, a partir das 13h
Onde: Praça da Piedade

Confira a programação completa do Julho das Pretas na Bahia aqui.