KOINONIA no Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids – parte II

Clarisse Braga, edição Manoela Vianna

Da esquerda para a direita: Iolanda Maria de Souza, Diego Fragoso Pereira, Ester Lisboa e Walter Esteves

 

“32 anos de Aids e a cada dia estamos mais próximos da vacina , mais próximos da cura  e  mais longe de visualizarmos a mudança de comportamento por parte das tradições religiosas”.

Foi assim que a assessora do programa Saúde e Direitos, Ester Lisboa iniciou a sua fala no debate “Incentivo ao diagnóstico precocenas comunidades religiosas” no último dia (31) do Congresso Brasileiro de Prevenção de DST e Aids, em São Paulo.

Ester ainda destacou a relação ambígua entre religião e HIV Aids que tem sido dividida entre a moral religiosa no apoio às pessoas vivendo com HIV Aids e o atendimento e acolhimento sem barreiras eclesiais e morais. Para ela, há um descompasso entre o comportamento humano e o ritmo com que a epidemia e todas as suas implicações afetam a humanidade, e é com um dito popular africano sobre essa velocidade que Ester finalizou seu discurso: “A velocidade com que corremos depende do que nos persegue”.

Entre os atentos ouvintes estava Walther Esteves, de Mato Grosso, que não perdeu tempo para compartilhar sua experiência sobre  a dificuldade de tratar de Aids com algumas denominações. Walther ficou surpreso com a maneira em que foi abordada o tema do HIV Aids nas comunidades religiosas no Congresso. “Fiquei satisfeito em ver a Aids sendo tratada sob o viés da religião”, afirmou Walther.

Outra pessoa que ficou surpresa com o tema foi Iolanda Maria de Souza, de Fortaleza. No entanto, ela acredita que o Congresso não destinou muito espaço para as comunidades religiosas apresentarem seus trabalhos no apoio de pessoas vivendo com HIV. “Mas fiquei muito feliz em ver a Ester falando francamente do comportamento adotado pelas igrejas para com a Aids”, declarou Iolanda.

Já para o espectador de primeira viagem, Diego Fragoso Pereira, de Porto Alegre, a temática foi uma novidade. “Estou trabalhando há três meses na Casa Fonte Colombo e já estou participando de um evento dessa magnitude. A abordagem das mesas sobre religião e Aids me surpreendeu e é sempre muito bom compartilhar as experiências desses trabalhos que estão em andamento no Brasil inteiro”, disse Diego.

A mesa foi um sucesso não só para os participantes, mas para todos os presentes que tiveram a oportunidade de dividir um pouco sobre seus trabalhos, dificuldades e conquistas no campo religioso para a prevenção, apoio e aconselhamento das pessoas (con)vivendo com a Aids.

Saiba mais em lendo a notícia: KOINONIA no Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids 

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