Aids e religiões: um tema central no enfrentamento à epidemia (de preconceito)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ester Lisboa

Dos dias 14 a 17 de setembro aconteceu no Centro de Expansão Crato (CE), o 4º Aids e Religiões. O Seminário foi organizado pela ABEMAVI Associação Beneficente Madre Maria Villac, em parceria com KOINONIA e outras instituições.

Representando KOINONIA, Ester Lisboa ficou responsável pela mística de abertura, trazendo uma reflexão sobre a diversidade e a importância de dividir com o outro os desafios que a Aids traz no seu dia a dia.

O Jogo de tabuleiro humano com informações sobre prevenção de HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis, “Prevenidas Game”, agitou a oficina “Juventude, Sexualidade e Direitos Humanos”. Na brincadeira, os jovens tiveram a oportunidade de refletir em conjunto sobre a temática da sexualidade, identidade de gênero e saúde.

Em outra oficina, o tema foi “Fé, solidariedade e compromisso na luta contra Aids”.  Iniciando com uma reflexão do Papa Francisco, que recomenda repensar a vida. A oficina evidenciou que o compromisso na luta contra a Aids não é com o vírus (disto os cientistas estão cuidando), mas com pessoas que vivem com HIV, Aids ou que correm o risco de se infectarem.  Para tanto precisamos mergulhar em nós mesmos, a fim de ouvir melhor os outros e sermos capazes de manejar as dificuldades inevitáveis que possam advir.

 

 

 

 

 

 

“O Ser humano é estranho…
Briga com os vivos, e leva flores para os mortos;
Lança os vivos na sarjeta, e pede um “bom lugar para os mortos”;
Se afasta dos vivos, e se agarra desesperados quando estes morrem;
Fica anos sem conversar com um vivo, e se desculpa, faz homenagens, quando este morre;
Não tem tempo para visitar o vivo, mas tem o dia todo para ir ao velório do morto;
Critica, fala mal, ofende o vivo, mas o santifica quando este morre;
Não liga, não abraça, não se importam com os vivos, mas se autoflagelam quando estes morrem…
Aos olhos cegos do homem, o valor do ser humano está na sua morte, e não na sua vida.
É bom repensarmos isto, enquanto estamos vivos!”
(Papa Francisco)

Antes de começarmos a entender as outras pessoas, precisamos entender a nós mesmos. A vontade de ajudar é naturalmente um aspecto muito importante, mas somente ela não será suficiente para um auxílio frutífero e uma cura amigável (cura amigável é a criação de um espaço onde aqueles que sofrem podem dizer as suas estórias a alguém que pode ouvi-los com uma atenção real, sem julgamentos).

No ministério de Jesus vimos a importância de cuidado próprio. Ele sempre teve tempo para estar sozinho, assim como teve tempo para estar com os outros nas suas dificuldades. Jesus tenta em todo tempo ouvir a Deus. Num ritmo de dar e receber: ele ouve as pessoas. Não somente através de suas palavras, mas também do seu coração.