Diálogo Inter-religioso Sul-Americano sobre Iniquidade

Em setembro de 2011, às margens do Lago Titicaca, na Bolívia, as representantes da Christian Aid, responsáveis pela área da América do Sul, mais a diretora de Teologia, reuniram-se com suas organizações parceiras da Bolívia (ISEAT), do Brasil (KOINONIA) e da Colômbia (MENCOLDES) e com representantes de organismos regionais como CLAI e CREAS para refletir sobre o tema das “iniquidades” presentes na região a partir da perspectiva do diálogo inter-religioso.
Durante esses três dias, em castelhano, aymara, quechua, português e inglês, luteranos/as, anglicanos/as, candomblecistas, adeptos/ as das religiões originárias e católicos/as trocaram vivências e orações, refletiram e, juntos, fizeram teologia. Diversos pontos de vista e diferentes visões ao se complementarem puderam ser harmonizados.
O resultado desse encontro pode ser conferido em um livro realizado pela Christian Aid, em parceria com KOINONIA.

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Dívida externa e igrejas – Uma visão ecumênica

A crise da dívida externa é hoje o símbolo mais visível dos mecanismos de exploração dos países subdesenvolvidos pelos centros de poder do sistema econômico e financeiro internacional. Tornou-se, assim, o principal fato de deterioração das condições sócio-econômicas dos países devedores, particularmente do Brasil.
Sendo o ponto central da crise econômica que afeta a todos os brasileiros, principalmente os mais pobres, ela é uma questão que deve preocupar a todos, não somente a governantes, políticos e economistas.
Às igrejas, particularmente, cabe uma grande responsabilidade no questionamento da atual ordem econômica internacional e no estabelecimento de pautas éticas para que sejam encaminhadas soluções justas e equânimes que preservem o direito dos pobres e coibam a avareza dos ricos.
Ao reunir neste livro análises econômicas, reflexões bíblico-teológicas e declarações oficiais de igrejas e organizações ecumênicas do Brasil e do exterior, o Centro Ecumênico de Documentação e Informação (CEDI) espera contribuir na reflexão sobre o tema e, principalmente, subsidiar as igrejas nas suas práticas ecumênicas em defesa da vida e da justiça.

Autor: Vários
CEDI. 1989. 268 p.

Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso – A arte do possível

O segundo volume da coleção “Cultura e Religião” trata de um tema fundamental para o nosso século: a possibilidade do diálogo entre igrejas diferentes e entre culturas e tradições religiosas diversas, que veiculam diferentes formas de crer e de compreender o mundo, o ser humano e Deus. Em uma sociedade globalizada, onde a pluralidade religiosa torna-se visível e o diferente torna-se próximo, a arte do diálogo, da compreensão do diferente, é um desafio que se coloca na ordem do dia. Algum tempo atrás, em muitos lugares, as pessoas não conheciam a existência de tradições religiosas diferentes das suas. Até se podia ter um conhecimento vago, livresco, de religiões “exóticas” em lugares distantes. Mas, hoje, a televisão, a internet, as migrações mundiais, a liberdade de escolha religiosa fazem com que cada vez mais religiões diversas e dantes distantes tornem-se próximas, seja pelo telejornal, por documentários, poor meio de filmes ou até porque se tenha mudado para nosso bairro uma família mulçumana ou hindu. Ou porque um parente nosso tenha aderido ao budismo. Hoje, há muitas famílias em que convivem, no mesmo lar, católicos, protestantes e petencostais. Enfim, as religiões estão, geograficamente, cada vez mais próximas. Portanto, é preciso, de alguma forma, estar aberto para o diálogo com os que sentem e creem de forma diversa da nossa, caso queiramos cultivar relações de paz e de mútua compreensão. A aposta é: dialogar, conviver e celebrar entre diferentes religiões que se encontram e fazem sensíveis para estabelecer um recíproco aprendizado. É o aprendizado de uma arte. E desta possível arte também depende a paz.

Autor: Faustino Teixeira e Zwinglio Mota Dias
CEDI. 1989. 268 p.

Evangelização no Brasil de Hoje

Este livro aborda o tma da evangelização à luz da Teologia da Libertação. Trata-se de um esforço de pensar os desafios que se colocam para a Igreja numa realidade de miséria e opressão. Primeiramente, o autor se reporta à situação de dependência e subdesenvolvimento que os países do Terceiro Mundo, em geral, e o Brasil, em particular, vivem. Depois, discute o que é a Teologia da Libertação, sua origem, seu método. E finalmente reflete sobre o significado da evangelização numa perspectiva libertadora. O autor busca, com isso, apontar caminhos que levem a Igreja a se tornar uma presença realmente profética no atual momento histórico que vivemos.
Günther Barth, metodista, é o autor deste livro. Companheiro de caminhada e luta, ele morreu em 1982, quando estudava no exterior. Além da saudade, restou-nos a sua monografia de conclusão de curso de bacharel em Teologia, que ora publicamos. “Mais do que uma simples monografia, este texto é sua profissão de fé”.

Autor: Günther Barth
CEDI. 86 p.

Nordeste, Estado e sindicalismo – O PAPP em questão

O objetivo deste trabalho é apreender o significado e as repercurssões do Projeto Nordeste sobre as formas de organização econômica e sindical dos trabalhadores do campo nordestino.

Autor: Regina Reyes Novaes
CEDI. 1994. 103 p.

Os Vários Rostos do Fundamentalismo

Este livro reúne as reflexões desenvolvidas por ocasião da realização do Seminário “Fundamentalismo Hoje”, promovido pelo Fórum Ecumênico Brasil (FE-Brasil) e organizado pela Associação de Seminários Teológicos do Brasil (ASTE), pela Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) e po KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço, em agosto de 2008, na cidade de São Paulo.
O objetivo central do seminário foi analisar as diferentes manifestações das posturas fundamentalistas que caracterizam grande parte das instituições eclesiásticas que hoje compõe o campo religioso brasileiro. Suas origens históricas, desenvolvimento e manifestações. Em princípio, o Fundamentalismo é um fenômeno de caráter radical, preponderadamente de origem religiosa que tem uma história particular e única. O moderno uso desta expressão para a designação de fenômenos político-religiosos similares é imprecisa e vaga, embora já tenha sido incorporada no linguajar corrente.
A publicação das palestras e dos resultados da discussão, na forma deste livro, visa não somente chamar a atenção para os problemas que a atitude fundamentalista gera no interior das igrejas, como oferecer subsídios para o tratamento e a possível superação das posturas de instransigência e intolerância que o Fundamentalismo propicia.

Organizador: Zwinglio M. Dias
Centro de Estudos Bíblicos. 2009.

Profeta da Unidade

É útil e altamente significativo, às vezes, redescobrir as personalidades do passado, que marcaram seu tempo com uma presença exemplar e atuação construtiva. Erasmo Braga.Um nome conhecido; “tem sido visto em frontispício de Escolas e em tabuletas de rua”. Mas quantos, hoje sabem exatamente quem foi ele? O autor dedicou-se à presente pesquisa biográfica na convicção de que a evocação desta figura do passado representa um serviço positivo de informação educativa para os brasileiros de hoje. Eis, epigraficamente, os traços evangélico e líder ecumênico, o vulto que vai ocupar estas páginas nos permitirá ver, ao seu redor, toda uma galeria de gente ilustre das primeiras décadas deste século”. A vida e o pensamento de Ersmo Braga, numa narração fácil e envolvente, passam a ser vividos novamente neste livro, como exemplo e mensagem não só válidos também para os dias de hoje, mas que podem inclusive alcançar nova repercussão nas circunstâncias caóticas de nossa vida cultural e social, tornando-se advertência e guia ao mesmo tempo para rumos mais construtivos de nossa história.

Autor: Júlio Andrade Ferreira
Tempo e Presença Editora Ltda. 1975.

Vem, Espírito Santo, renova toda a criação

Reunimos neste livro seis estudos bíblicos sobre o tema. Acompanhados de ricos comentários e testemunhos de pessoas de várias partes do mundo, eles nos ajudam a refletir sobre a relação entre nossa confissão de fé no Espírito e dos desafios que ela nos traz, como indivíduos e como comunidades.
Nem todos poderemos estar presentes em Canberra, mas é possível participar em estudo, espírito e oração, e permitir que a renovação pela qual oramos possa começar conosco em nossa congregação e comunidades local.

Organizador: Anivaldo Padilha
CEDI/CMI. 1990. 109p.