“THEOLOGIAPUBLICA”

Oferecemos aos leitores desta coluna o texto abaixo, do filósofo italiano Giorgio Agamben, comentando um fragmento da extensa obra de Walter Benjamin sobre a natureza religiosa do capitalismo. Este texto foi publicado por ECUPRES – Agência de notícias argentina “Prensa Ecuménica” – em 13 de fevereiro de 2014, sob o número de registro SN 0399/14. A versão em português foi feita da publicação em espanhol sob licença de ECUPRES.

KOINONIA – 20 Anos de Comunhão para o Testemunho e o Serviço

Iniciamos um novo ano celebrando o 20º aniversário de organização de nossa entidade. No fechamento desta segunda década de serviços prestados fomos surpreendidos com uma maquinação político-eleitoreira que colocou sob suspeição a correção dos procedimentos para a obtenção de fundos públicos para o financiamento de algumas das atividades de KOINONIA junto a órgãos federais. A denúncia da maneira como foi feita, sem levar em conta todo o processo de aprovação de um projeto exitoso de KOINONIA, junto ao Ministério da Saúde não só ofendeu a honorabilidade do então Ministro da pasta, como feriu fundamente a honra de nosso companheiro e membro da Assembléia Geral de nossa entidade, Anivaldo Padilha, pai do então Ministro da Saúde, assim como a honestidade de propósitos e a credibilidade de KOINONIA.

Protestando contra esta forma aleivosa de se fazer política, infelizmente, ainda presente entre nós, trazemos aqui, nesta coluna de Theologia pública, uma leitura a partir de um marco teológico de como entendemos o que significa a atuação de KOINONIA no contexto da sociedade brasileira.

‘Caso Marco Feliciano’: um paradigma na relação religião-mídia-política no Brasil

Temos a satisfação de oferecer aos leitores e leitoras desta coluna uma análise socio-teológica contundente das relações entre evangélicos, mídia e política em nosso país tendo como ponto de partida os conflitos produzidos pela escolha do deputado federal e pastor neo-pentecostal Marco Feliciano como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara de Deputados.

Sobre a Igreja Evangélica, o deputado Marco Feliciano, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias e a democracia brasileira

Transcrevemos nesta edição de Theologia Publica o Pronunciamento do Conselho Coordenador da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil acerca dos acontecimentos gerados pela ocupação da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara de Deputados pelo deputado Marco Feliciano. Mais do que prender-se à contravertida personalidade do deputado-pastor, este pronunciamento se ocupa em delinear as dimensões públicas da posição teológico-política desta igreja, desde seu surgimento, como instituição eclesiástica no campo religioso brasileiro. Ao mesmo tempo em que defende a laicidade do Estado brasileiro condena, de forma contundente, a manipulação do sentimento religioso, por parte de certos grupos ditos “evangélicos” e a pretensa e auto-outorgada representatividade do segmento de fiéis cristãos não-católicos por parte de um grupo de deputados.

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Teologia Pública – Uma Proposta

É lugar comum, para a maioria das pessoas, que Teologia é assunto restrito ao mundo eclesiástico e que, neste, é tratada de forma hermética por certos indivíduos especializados conhecidos como teólogos. Em círculos mais intelectualizados persiste ainda, infelizmente, esta mesma concepção, muito embora se lhe reconheça uma dimensão acadêmica que a remete para o âmbito da reflexão vizinho da filosofia. Esta visão simplista e limitadora do papel e do significado da Teologia, continua vigente apesar de sua notória incidência no espaço público de muitas sociedades mundo afora e, de modo particular na América Latina e no Brasil., principalmente a partir da segunda metade do século passado.