Rede Religiosa de Proteção à Mulher Vítima de Violência tem segundo encontro em São Paulo

Clarisse Braga

Dando continuidade ao fortalecimento da Rede Religiosa de Proteção à Mulher Vítima de Violência – uma iniciativa de KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço –, a segunda Roda de Conversa: Religião e Violência contra a Mulher aconteceu no último dia 16 de abril, em São Paulo/SP.

Desta vez, a comunidade anfitriã foi a Igreja Metodista de Vila Mariana, que trouxe um público plural e comprometido com a causa. Diferentes gerações e tradições compartilharam o debate religioso de reflexão e construção de uma rede de enfrentamento à violência contra a mulher que insira as comunidades religiosas como espaços de informação, prevenção e acolhimento.

O tema central do encontro anterior, a reflexão inter-religiosa sobre violência contra mulher, teve continuidade, no entanto, como afirma a presbiteriana Alessandra Panduro, “o fantástico da Roda de Conversa é que uma nunca se iguala a outra. Sempre valerá a pena debater um assunto que precisa ser inculcado na nossa sociedade”.

O fortalecimento da Rede se dá através das forças somadas a cada encontro. Segundo o analista da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Claudio Monteiro, a Rede está sendo tecida. “A cada roda de conversa que ocorre, convenço-me mais de que o caminho é esse. A corresponsabilização das religiões, de modo especial as monoteístas ocidentais (judaísmo, cristianismo e islamismo) no enfrentamento à violência contra a mulher é, no mínimo, o resgate de uma dívida histórica de alguns milênios”, afirma Cláudio.

A Rede Religiosa de Proteção à Mulher Vítimas de Violência será construída por meio da participação ativa das comunidades religiosas capacitadas e empoderadas. Para isso, a Rede oferecerá cursos de formação a quem interessar. Para mais informações, basta entrar em contato pelo e-mail saudedireitos@koinonia.org.br.

 • Confira as fotos da segunda Roda de Conversa.
Saiba mais sobre a Rede Religiosa de Proteção à Mulher Vítimas de Violência.
Confira como foi o primeiro encontro Rede Religiosa de Proteção à Mulher Vítima de Violência.

Fé e Liberdade (legendado)

KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço

 Muitas mulheres do Baixo Sul da Bahia que são lideranças em suas comunidades, são candomblecistas. Muitas delas enfrentam preconceito e precisam lutar também contra a intolerância religiosa. Durante a Feira Agroecológica das Mulheres do Baixo Sul Contra a Violência, algumas dessas mulheres expressaram sua fé, sua cultura e suas origens.

Esse vídeo não pode ser comercializado. O material possui somente fins educativos, culturais e sociais.

Fé e Liberdade

KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço

 Muitas mulheres do Baixo Sul da Bahia que são lideranças em suas comunidades, são candomblecistas. Muitas delas enfrentam preconceito e precisam lutar também contra a intolerância religiosa. Durante a Feira Agroecológica das Mulheres do Baixo Sul Contra a Violência, algumas dessas mulheres expressaram sua fé, sua cultura e suas origens.

Esse vídeo não pode ser comercializado. O material possui somente fins educativos, culturais e sociais.

A História de Marilene (legendado)

KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço

 Marilene, atualmente, é exemplo de vida e uma liderança entre as mulheres do Baixo Sul da Bahia: tornou-se a primeira mulher a presidir um Sindicato de Trabalhadores Rurais em sua região.

Esse vídeo não pode ser comercializado. O material possui somente fins educativos, culturais e sociais.

A História de Marilene

KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço

 Marilene, atualmente, é exemplo de vida e uma liderança entre as mulheres do Baixo Sul da Bahia: tornou-se a primeira mulher a presidir um Sindicato de Trabalhadores Rurais em sua região.

Esse vídeo não pode ser comercializado. O material possui somente fins educativos, culturais e sociais.

Narrativas sobre violência contra mulher no Baixo Sul da Bahia (legendado)

KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço

Casos de violência contra a mulher são constantes no Sul da Bahia. Principalmente, entre as mulheres negras, quilombolas e trabalhadoras rurais.

Os relatos de violência que compõe o vídeo integram o trabalho da Articulação de Mulheres do Baixo Sul da Bahia, que luta pela implantação de uma Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) na região.

Esse vídeo não pode ser comercializado. O material possui somente fins educativos, culturais e sociais.

Narrativas sobre violência contra mulher no Baixo Sul da Bahia

KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço

 Casos de violência contra a mulher são constantes no Sul da Bahia. Principalmente, entre as mulheres negras, quilombolas e trabalhadoras rurais.

Os relatos de violência que compõe o vídeo integram o trabalho da Articulação de Mulheres do Baixo Sul da Bahia, que luta pela implantação de uma Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) na região.

Esse vídeo não pode ser comercializado. O material possui somente fins educativos, culturais e sociais.

Feira Agroecológica das Mulheres do Baixo Sul Contra a Violência (legendado)

KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço

O vídeo foi produzido durante a Feira Agroecológica das Mulheres do Baixo Sul Contra a Violência, realizada em novembro de 2013, em Camamu, BA. O encontro, que contou com a presença de comunidades e entidades da região, promoveu a discussão sobre o enfrentamento da violência contra mulher e das diversas formas de intolerância, além de ter criado um espaço para que o trabalho das produtoras rurais locais fosse reconhecido e valorizado.

Esse vídeo não pode ser comercializado. O material possui somente fins educativos, culturais e sociais.  

Feira Agroecológica das Mulheres do Baixo Sul Contra a Violência

KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço

O vídeo foi produzido durante a Feira Agroecológica das Mulheres do Baixo Sul Contra a Violência, realizada em novembro de 2013, em Camamu, BA. O encontro, que contou com a presença de comunidades e entidades da região, promoveu a discussão sobre o enfrentamento da violência contra mulher e das diversas formas de intolerância, além de ter criado um espaço para que o trabalho das produtoras rurais locais fosse reconhecido e valorizado.

Esse vídeo não pode ser comercializado. O material possui somente fins educativos, culturais e sociais. 

 

Uma vivência: o espaço sagrado do Candomblé é lugar de vida e alegria

Jorge Atilio Silva Iulianelli

No sábado, 28 de março, foi uma experiência do projeto com juventudes de Candomblé, a partir da articulação da Campanha Agô. Eles decidiram, no ano passado, durante o Encontro pelos direitos de jovens de terreiro, ter um dia de convivência e reflexão no terreiro de Pai Régis, em Fazenda Coutos, o Ilê Axé Torun Gunam.
Dividimos o dia em quatro momentos: conhecer o Torun Gunam, conversar sobre racismo ambiental, fazer uma caminhada ecológica e ter uma atividade ecossustentável de promoção da justiça ambiental. Estávamos jovens da Casa Branca, do Yle Axé Udaleci, do São Roque e do Torun Gunam, em 29 jovens, além da assessoria de KOINONIA, com a presença de Edjane, Tárcito, Laina e Jorge Atilio. Naiara, facilitadora de jovens do projeto OD, também estava.
Antes da conversa, tivemos um bom café com frutas e a apresentação dos participantes. Pai Régis contou a história do Torun Gunam. O terreiro se organizou em Fazenda Coutos há quase uma década, antes da chegada do projeto Minha Casa, minha vida. O Torun Gunam era fruto da vivência de jovens que tinham lutas pelos direitos da população daquela região, e que por serem do Candomblé se encontravam, primeiro, na casa da Matriarca da comunidade.
A casa foi ficando pequena pela presença dos jovens que chegavam para celebrar e cuidar do ambiente daquele entorno, e foi necessário ter um espaço próprio para o Candomblé. O espaço começou de palha, depois se tornou de alvenaria, e sempre era um espaço social de cuidar da melhoria da qualidade de vida das pessoas do entorno, conduzindo projetos sociais, como o de alfabetização de adultos, e da promoção do cuidado com o meio ambiente, que incluía a Lagoa do Pneu.
Nesses quase dez anos, aumentou a presença da população. Chegaram algumas igrejas, pentecostais, que se instalaram ao redor dos três terreiros de Candomblé que estavam presentes ali. A convivência entre os terreiros estabeleceu até um calendário de festas, que fazia com que as casas alternassem suas celebrações. Também se conseguiu estabelecer alguns acordos de convivência, ao menos com a Igreja Rosa de Saron. Porém, o pastor resolveu quebrar o acordo, sobretudo depois que o Torun Gunan conseguiu ter respeitado seu papel de promotor de direitos socioambientais, com a aceitação de sua realocação em um terreno próximo à Lagoa do Pneu, após o deslocamento provocado com a construção do conjunto habitacional do Minha Casa, minha vida.
E, neste ponto, nossa reflexão sobre racismo ambiental pode ser iniciada, enriquecida com a própria história do terreiro. O que notamos é que a violação dos direitos ambientais, em uma sociedade desigual e racista, afeta de forma mais grave aos que estão mais vulnerabilizados étnica e socioeconomicamente. Como resultado, as populações tradicionais, rurais e urbanas, sofrem de forma mais agravada a violação dos direitos socioambientais. Haja vista quem nas áreas urbanas sofre mais com a falta de saneamento, ou com habitações em áreas de risco, ou com áreas nas quais agregam-se incremento da violência letal. Afinal, no Brasil, a violência letal tem identidade étnica e temos entre os que mais são encarcerados e mortos com armas de fogo os jovens, homens, negros, pobres, das periferias urbanas e rurais. Depois da conversa, tivemos um bom almoço, uma bela apresentação de um grupo de percussão. Na seguida, caminhamos entre as lagoas, naquele belo espaço que necessita de um profundo cuidado ambiental, que assegure a permanência das populações que ocupam aquela área, e dos lugares de culto, que são promotores dos direitos socioambientais, como os terreiros de Candomblé. Finalmente, concluindo o dia de convivência, Naiara ministrou uma oficina de atitude sustentável: podemos ter uma horta em espaços limitados? Uma horta que além de produzir alimentos agroecológicos produza reciclagem? Sim, sim… Foi ou não uma bela vivência?